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A Preparação e empacotamento de Kits de material clínico
Clara Pinto
Created on February 11, 2021
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Transcript
A Preparação e empacotamento de Kits de material clínico
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Indice
· Instrumentos cirúrgicos multiuso
· Dispositivos de administração, colheita e medicação
· Consumíveis específicos para equipamentos médicos
· Consumíveis vários
· Processo de empacotamento
· Requisitos do empacotamento
Instrumentos cirúrgicos multiuso
Neste grupo devem ser incluídos dispositivos médicos que sejam instrumentos cirúrgicos reutilizáveis (os instrumentos cirúrgicos de uso único deverão ser enquadrados nos grupos relativos às áreas anatómicas/funcionais acima indicados).
Dispositivos de administração, colheita e medicação
Neste grupo devem ser incluídos dispositivos médicos como por exemplo:
Sistema para infusão
Sistema para irrigação
Sistema de drenagem
Sacos para colheita de urina
Consumíveis específicos para equipamentos médicos
Neste grupo devem ser incluídos dispositivos médicos ou seus acessórios como por exemplo:
Acessórios de esterilização
Consumíveis vários
Neste grupo devem ser incluídos dispositivos médicos como por exemplo:
Instrumentos cirúrgicos de uso único de caráter genérico
Proteção e auxílio para incontinência
Desinfetantes de dispositivos médicos
Suturas
Processo de empacotamento
Embalagem de empacotamento
O empacotamento dos dispositivos esterilizados é indispensável, pois é uma barreira contra a contaminação, ou seja, garante que o produto mantenha a sua esterilidade até ser utilizado. Após serem devidamente lavados, secos e inspecionados, todos os dispositivos que requerem esterilização devem ser empacotados.
Empacotamento de material
Processo de empacotamento
Máquina que faz o empacotamento
O empacotamento deve permitir a penetração do agente esterilizante (vapor) e ao mesmo tempo mater a esterilidade do material.
Requisitos do empacotamento
- As tessouras não devem estar completamente fechadas; - A margem de selagem deverá ser de 3 cm, de modo a permitir a abertura asséptica e deverá ser feita no local onde vai haver manipulação.
- Proteger os instrumentos pontiagudos para não provocar perfurações depois de o material estar esterilizado; - No material com preensão: deve estar fechado apenas no primeiro dente para melhor penetração do calor; - No material com mandril, deve ser colocado desmandrilado;
Material com preensão, pinça de kocker
Após a inspeção minuciosa ocorre o empacotamento dos DMc, estes devem encontrar-se rigorosamente limpos, secos e funcionais. Existem vários tipos de embalagem no mercado e a opção na utilização depende do tipo de dispositivo e do método de esterilização.
Técnicas de manuseamento e empacotamento dos Kit de material clínico
Tipos de embalagem
Papel
Papel/ película de polipropileno
- Bolsas
- Rolos
- Folhas
- Sacos
Contentores rígidos
Polipropileno
Polipropileno
- Bolsas
- Rolos
- Bolsas
- Rolos
- Folhas
- Plástico
- Metal
Técnicas de manuseamento e empacotamento dos Kit de material clínico
A qualidade da embalagem é fundamental para a longevidade da esterilidade do produto. Qualquer que seja a embalagem, esta deve proporcionar uma barreira microbiana, permitir uma selagem adequada, ser livre de ingredientes tóxicos, ser resistente, facilitar a entrada do agente esterilizante e a saída do ar.
Técnicas de manuseamento e empacotamento dos Kit de material clínico
O objetivo da embalagem é manter os DMc isolados de qualquer fonte de contaminação conservando a esterilidade obtida pelo processo de esterilização sendo fundamental a sua integridade.A embalagem segundo a DGS (2001) deverá "possuir um sistema de identificação que permita a rastreabilidade da mesma", onde conste a data do reprocessamento, a identificação do conteúdo, o serviço utilizador, a identificação do profissional e data de validade.
Técnicas de manuseamento e empacotamento dos Kit de material clínico
Na rotulagem deve ser utilizada tinta não tóxica, com elevadopoder de fixação e compatível com o material a esterilizar. A embalagem destina-se a constituir uma barreira positiva contra a contaminação, bem como a oferecer proteção do respetivo conteúdo, ate à sua utilização.
Técnicas de manuseamento e empacotamento dos Kit de material clínico
• Natureza e extensão de todos os riscos associados à utilização do material e ou sistema de embalagem;• Todas as restrições particulares de utilização; • Todas as exigências especificas em matéria de manipulação; • Todas as condições específicas de armazenamento;
Técnicas de manuseamento e empacotamento dos Kit de material clínico
• O processo de esterilização adequado ao material e ou sistema de embalagem;• Todas as condições conhecidas relativas ao ambiente na altura de utilização; • O tipo, medida, natureza do material e ou sistema de embalagem; • O número do lote ou outros meios de tracibilidade do produto.
Técnicas de manuseamento e empacotamento dos Kit de material clínico
• Proteção dos instrumentos pontiagudos ou com arestas; • A não preparação dos instrumentos cirúrgicos totalmente fechados; • As pinças com cremalheira devem ser fechadas na primeira ranhura.
• A embalagem possuir um tamanho adequado em largura e comprimento relativamente ao DMc;• Uma margem de selagem de 2cm de modo a permitir uma abertura asséptica;
Técnicas de manuseamento e empacotamento dos Kit e material clínico
De acordo com a norma NP EN ISO 11607-2 (2009) são propriedades de uma selagem de qualidade: selagem intacta para uma largura pré-definida, nenhuma abertura, inexistência de vincos ou dobras e sem delaminação ou separação de material. Pode-se testar o sistema de selagem da embalagem, através do teste de abertura. Este baseia-se na abertura manual sem qualquer dificuldade, verificando-se se ocorre delaminação da embalagem ou possibilidade de contaminação por falhas na abertura.
Técnicas de manuseamento e empacotamento dos Kit e material clínico
A embalagem deverá facilitar o empacotamento dos DMc, tornar possível a sua esterilização, assegurar o armazenamento seguro, proteger os DMc durante o transporte e garantir assepsia até à sua utilização.
O sistema de selagem da embalagem deve permitir a visualização evidente do DMc sem comprometimento da sua integridade, perante esta situação deve ser recusada a sua utilização por não garantir uma apresentação asséptica.
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Parâmetros e técnicas de controlo e validação do processo de empacotamento
O ambiente em que se realiza a preparação de DM reutilizáveis deve ser concebido e controlado de forma a otimizar o processo de esterilização, reduzindo ao mínimo a contaminação dos dispositivos descontaminados. A área de empacotamento exige-se o maior rigor das condições ambientais, que devem estar documentadas e ser controladas periodicamente.
Parâmetros e técnicas de controlo e validação do processo de empacotamento
Sempre que os níveis registados excedam os padrões estabelecidos, devem pesquisar-se as causas e tomar medidas corretivas. O manuseamento das embalagens dos DMc esterilizados deve ser reduzido ao mínimo e o profissional de saúde deverá ter as mãos limpas e secas, para evitar a contaminação por quebra da integridade e da resistência inicial.
Parâmetros e técnicas de controlo e validação do processo de empacotamento
Se uma embalagem com um produto estéril fica húmida perde a eficácia contra a barreira bacteriana deixando de ser considerado estéril. Os instrumentos empacotados permanecem esterilizados indefinidamente, desde que a embalagem se mantenha integra e não seja humedecida.
Parâmetros e técnicas de controlo e validação do processo de empacotamento
A vida útil de um produto estéril depende diretamente da manipulação, transporte, armazenamento e uso correto, qualquer que tenha sido o método de esterilização a que foi sujeito. Ao ser rígido estamos a prevenir o dano da embalagem durante o seu transporte e o hermeticamente fechado a sua contaminação. É fulcral a importância da higienização dos recipientes e carros de transporte dos DMc na prevenção da recontaminação dos mesmos.
THANKS!
Clara PintoMaria Franco Rita Lopes