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Módulo 5

AIPG WEPP

Created on February 8, 2021

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Transcript

Módulo 5

Cidadania, cooperação e solidariedade

Sumário

Módulo 5

Introdução

Cidadania

A participação

ao módulo

conceito

cidadã dos/as jovens

Cooperação e solidariedade:

Projeto final

Bom estudo!

e a culminância

O nosso universo de obrigação

Introdução

Módulo 5

Bem vindos/as!

Este módulo está desenhado para trabalhar o eixo do caderno que se dedica a explorar com os/as estudantes o sentido e a prática da cidadania, e a importância da participação e da solidariedade para o bom funcionamento de uma sociedade democrática.

Nesse sentido, o objetivo é que os/as estudantes:

  • Identifiquem e compreendam diferentes formas de participação no espaço público democrático;
  • Aprendam sobre a importância das práticas solidárias e cooperativas em sociedade;
  • Desenvolvam uma maior consciência cívica e abrir espaços em que possam participar como cidadãos/ãs.

01

A cidadania

As abordagens ao conceito de cidadania variam ao longo da história e do mundo, de acordo com diferentes países, histórias, sociedades e culturas.

A cidadania

Módulo 5

Cidadão

Cidadãos

socialmente prejudicial

excluídos

Origem

Status

privilegiado de cidadãos

do termo

A cidadania

Módulo 5

Durante o Império romano a noção de cidadania se estendeu por todo o império, na medida que os romanos perceberam que conceder cidadania aos povos conquistados lhes proporcionava mais legitimidade. Durante a Idade Média a cidadania era geralmente associada a pertinência a uma cidade. Os cidadãos eram pessoas que voluntariamente escolhiam lealdade a um estado, aceitando os direitos e responsabilidades.

A grande mudança na ideia de cidadania foi depois das revoluções do século XVIII, quando a cidadania passou a ser mais inclusiva e democrática, relacionada com direitos e pertença a um Estado-nação.

A cidadania

Módulo 5

Atualmente, o conceito de cidadania tem sobretudo um sentido legal, que se relaciona a uma relação jurídica entre o indivíduo e o Estado. A maioria das pessoas no mundo é legalmente cidadã de um Estado-nação, o que lhe confere certos privilégios ou direitos. Ser cidadão também impõe certas obrigações em termos do que o Estado espera de indivíduos sob sua jurisdição. Exigir direitos é parte da cidadania, mas respeitar contratos sociais é sua contrapartida. Assim, os cidadãos cumprem certas obrigações com o Estado e, em troca, podem esperar proteção.

A cidadania

Módulo 5

No entanto, o conceito de cidadania é mais do que uma construção legal e relaciona-se, entre outras coisas, ao próprio sentimento de pertencer a uma comunidade, com a qual você pode se relacionar e influenciar diretamente.

Tal comunidade pode ser definida através de uma variedade de elementos, como: um código moral compartilhado, um conjunto de direitos e obrigações ou um senso de identidade. No sentido geográfico, a “comunidade” geralmente é definida em dois níveis principais, que diferenciam a comunidade local, na qual a pessoa vive, e o Estado, ao qual a pessoa pertence.

A cidadania

Módulo 5

Dimensão política

Segundo Veldhuis, na relação entre indivíduo e sociedade, podemos distinguir quatro dimensões que se correlacionam com os quatro subsistemas que se podem reconhecer em uma sociedade e que são essenciais para sua existência:

da cidadania

Dimensão social

da cidadania

Essas quatro dimensões da cidadania são alcançadas através de processos de socialização que ocorrem na escola, nas famílias, organizações cívicas; bem como de associações, meios de comunicação de massa, associações de bairro e grupos de pares.

Dimensão cultural

da cidadania

Dimensão econômica

Info

Info

da cidadania

Continuando, assista à vídeo aula do Professor Gabriel Medina que explicará mais sobre cidadania e juventude

02

A participação

cidadã dos/as jovens

Muitas discussões sobre a cidadania estão focadas no problema do aumento do envolvimento e da participação dos cidadãos nos processos da sociedade democrática. As formas mais óbvias de participar no governo são votar, ou candidatar-se ao cargo e tornar-se um representante do povo.

A participação

cidadã dos/as jovens

A democracia, no entanto, é muito mais do que apenas votar, e existem inúmeras outras maneiras de se envolver com a política e o governo. O funcionamento efetivo da democracia, na verdade, depende de pessoas comuns que usam esses e outros meios tanto quanto possível.

Se as pessoas só votam uma vez a cada quatro ou cinco anos - ou não votam – e não fazem mais nada nesse meio tempo, o governo realmente não pode ser considerado “do povo.” Dessa forma pode ser difícil dizer que tal sistema seja efetivamente uma democracia. A participação dos cidadãos em seu governo é pensada para ser a pedra angular da democracia, e pode ocorrer através de diferentes mecanismos e formas, e em vários níveis.

+ info

A participação

Jaime Pinsky

cidadã dos/as joven

A cidadania não é um conceito abstrato, mas uma prática cotidiana, daquele/a que faz parte de uma comunidade ou grupo, seja seu bairro, estado, a nação, o mundo.

Segundo Jaime Pinsky:

“operacionalmente, cidadania pode ser qualquer atitude cotidiana que implique a manifestação de uma consciência de pertinência e de responsabilidade coletiva. Neste sentido, exercer a cidadania tanto é votar como não emporcalhar a cidade, respeitar o pedestre nas faixas de trânsito, e controlar a emissão de ruídos.”

Info

A seguir, Gabriel Medina fala sobre participação juvenil.

Porvir considera 8 razões

pelas quais é positivo incentivar a participação dos jovens

1. Amplia o reconhecimento do valor da educação

2. Promove aproximação entre o conhecimento e /a estudante

3. Desenvolve habilidades para a vida

5. Amplia o respeito a individualidades

4. Melhora a autoestima e a autoconfiança

6. Facilita a resolução de problemas

8. Fortalece a democracia

7. Contribui para um clima escolar positivo

Info

Atividade

Helen Fein

03

Cooperação

e solidariedade: O nosso universo de obrigação

Termo

Nesta atividade propomos apresentar um termo que a socióloga americana Helen Fein criou para descrever o círculo de indivíduos e grupos dentro de uma sociedade

“para quem as obrigações são devidas, aos quais as regras se aplicam e cujos ferimentos pedem reparações.”

Atividade

O nosso universo de obrigação

Entender o conceito de universo de obrigação fornece informações importantes sobre o comportamento de indivíduos, grupos e nações ao longo da história. Também ajuda os/as estudantes a pensarem mais profundamente sobre os benefícios de fazer parte de um grupo “interno” de uma sociedade e as consequências de fazer parte de um grupo “externo.”

Esta atividade pede aos/às estudantes para que pensem sobre as pessoas pelas quais eles ou elas se sentem responsáveis ​​e lhes ajuda a analisar as maneiras pelas quais sua sociedade designa quem é digno de respeito e quem não.

Atividade

O nosso universo de obrigação

Nos perceber como fazendo parte de um grupo é um comportamento natural. Fazer parte de um grupo ajuda a atender às nossas necessidades mais básicas: compartilhamos cultura, valores e crenças e satisfazemos nosso desejo de pertencer. Como indivíduos, os grupos possuem identidades. Como um grupo se define determina quem tem direito a seus benefícios e quem não. Às vezes, as consequências de ser excluído de um grupo são pequenas ou inofensivas. Por exemplo, é improvável que alguém que não goste de correr seja afetado por não ser membro de um clube de corrida. Mas, às vezes, as consequências podem ser substanciais, até terríveis.

Se a alguém for negada a cidadania de um país, sua liberdade, subsistência ou segurança podem ficar em risco. Além disso, o universo de obrigação de uma sociedade pode mudar. Indivíduos e grupos que são membros respeitados e protegidos de uma sociedade podem encontrar-se fora do universo de obrigação quando as circunstâncias mudam.

Atividade

O nosso universo de obrigação

As sociedades com governos democráticos e respeito pelos direitos humanos tendem a definir seus universos de obrigação de maneira mais expansiva e inclusiva do que outras. No entanto, mesmo em países democráticos, movimentos políticos e ideologias como o nacionalismo ou o racismo podem levar a uma definição mais restrita sobre quem merece que seus direitos e privilégios sejam protegidos. Historicamente, em tempos de crise - como a guerra ou uma crise econômica - as sociedades têm mostrado uma tendência a definir mais estritamente quem é “um de nós” perante aquele cuja lealdade está sob suspeita, tornando-se indigno de proteção e respeito.

Indivíduos ou grupos que estão fora do universo de obrigações de uma nação tornam-se vulneráveis ​​não apenas a serem privados dos direitos, privilégios e benefícios econômicos oferecidos aos cidadãos, mas também à expulsão, danos físicos e, nos casos mais extremos, genocídio (como Helen Fein notou quando articulou esse conceito nos anos 70).

+ info

Atividade

O nosso universo de obrigação

Embora não seja prático nem possível que o universo da obrigação possa incluir todos em seu centro (a posição de maior importância), reconhecer a maneira como pensamos e priorizar nossas obrigações para com os outros pode nos ajudar a agir de maneira mais ponderada e compassiva.

Embora Fein tenha concebido o termo para descrever o modo como as nações determinam a afiliação, podemos reconhecer que os indivíduos também têm um universo de obrigação - o círculo de indivíduos que uma pessoa sente a responsabilidade de cuidar e proteger. Isso nos ajuda a reconhecer as hierarquias internalizadas que influenciam a maneira como pensamos e respondemos às necessidades dos outros.

Atividade

1. Comece a atividade lendo o texto sobre o Universo de Obrigação. 2. Uma vez lido texto, ilustre seu próprio universo de obrigação usando o modelo que apresentamos. Os círculos concêntricos podem ajudá-los/as a visualizar e desenhar o universo de obrigações de um indivíduo, grupo ou país.

Info

Info

Atividade

3. Uma vez terminado, reflita sobre as seguintes questões e compartilhe no fórum:

  • Como foi a experiência de desenhar o seu universo de obrigação?
  • O que você sentiu quando decidiu onde colocar certos grupos em seu universo de obrigação? Quais decisões foram difíceis? Quais foram fáceis?
  • Em que condições seu universo de obrigação pode mudar?
  • O que pode fazer com que você mova alguns grupos para o centro e outros para o lado de fora?

Fórum

Atividade

Nicholas Winton

O nosso universo de obrigação

Após participar do fórum de discussão, e tendo em mente o conceito do universo de obrigação, assista ao vídeo a seguir, que conta a história de Nicholas Winton, um britânico que organizou o resgate de 669 crianças da Checoslovaquia evitando que fossem deportadas para campos de concentração nazista em 1939.

Embora não seja prático nem possível que o universo da obrigação possa incluir todos em seu centro (a posição de maior importância), reconhecer a maneira como pensamos e priorizar nossas obrigações para com os outros pode nos ajudar a agir de maneira mais ponderada e compassiva.

Info

04

O projeto final e a culminância

04

Culminância projeto

01

Até aqui!

Culminância6º e 7º

05

02

Metodologia

Culminância8º e 9º

06

03

Proposta original

07

CulminânciaEnsino Médio

+ info

Trabalho em projetos

Fernando Hernández

Desde os anos 80, a chamada “pedagogia de projetos” tem ganhado atenção na educação. O professor espanhol Fernando Hernández, por exemplo, defende a ideia de que:

o/a estudante/a aprende participando, adotando atitudes diante das situações, estabelecendo novas considerações e escolhendo soluções adequadas para a resolução dos problemas.

Info

Trabalho em projetos

Além da importância que tem o processo no aprendizado dos/as estudantes, uma outra vantagem dos projetos na sala de aula é que permitem o trabalho em grupos.

O trabalho coletivo é uma grande oportunidade de enriquecer as possíveis aprendizagens e trocas de conhecimento entre os/as estudantes. No processo, os/as estudantes não só aprendem a vencer um desafio e concluir com sucesso uma proposta, como também a trabalhar em equipe, identificando e resolvendo problemas de forma cooperativa. A ideia é que os/as estudantes possam se motivar e motivar uns aos outros para romper seus limites de aprendizagem, ao mesmo tempo em que possam melhorar o relacionamento com o meio social em que passam tanto tempo.

Info

Trabalho em projetos

Como fazer

Teoria e prática

Seguindo a metodologia do trabalho em projetos, o eixo 6 do caderno do professor/a está desenhado para lhe ajudar a acompanhar os/as estudantes em todas as etapas de formulação de um projeto, desde a formação dos grupos, a escolha do tema, a elaboração de uma pesquisa, a elaboração de um plano de trabalho, a execução do plano do trabalho e a apresentação na culminância.

Mão na massa

Trabalho em equipe

Papel dos professores

Info

Para saber mais sobre esta última etapa, assista ao vídeo feito pela assistente do Programa de Políticas Educacionais, Amanda Petraglia.

Por fim, assista ao vídeo com o professor Clarino Soares falando sobre como foi esta etapa do projeto na sua escola

Por fim, assista ao vídeo com o professor Clarino Soares falando sobre como foi esta etapa do projeto na sua escola

Teste de autoavaliação

O teste de autoavaliação a seguir lhe dará a chance de perceber o quanto das informações apresentadas neste módulo você reteve. Sinta-se à vontade para fazê-lo várias vezes!

teste