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Afonso de Albuquerque em "Mensagem"

duarte.serrano

Created on January 21, 2021

A vida histórica de Afonso de Albuquerque, Governador e 2º Vice-Rei da Índia, e o símbolo em que se transformou, como ilustrado por Fernando Pessoa em "Mensagem".

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Transcript

Afonso de Albuquerque, o Leão dos Mares

Figura Simbólica

Figura Histórica

Afonso de Albuquerque como figura simbólica

Ascensão, Feitos em vida, e Legado Imperial

Poema

Comparação Final

A louvação feita por Fernando Pessoa na obra "Mensagem"

Comparação entre o homem e o símbolo em que se transformou

Vida de Afonso de Albuqurque

Figura Histórica

Expansão a Oriente/Feitorias

Viagem para a Índia

Conquista de Goa

Conquista de Ormuz

Conquista de Malaca

Estabelecimento do poder português na Índia

Batalhas no Norte de Africa

1: Conquistas no Norte de África

Título de Escudeiro-Mor

- Participou com valência nas conquistas das Praças de Tangêr e Arzila sob o comando de D. Afonso V, onde cultivou relações de amizade com El-Rei D. João II, então infante. - Peos seus feitos no Norte de África, foi nomeado Escudeiro-mor do Reino e recebeu o comando da Fortaleza da Graciosa.

2: Viagem para a Índia

Poder da Marinha Portuguesa

- Afonso de Albuquerque fez parte da armada de Tristão da Cunha até Socotorá, conquistando pelo caminho 5 cidades árabes na África Oriental. - Socotorá é uma ilha na entrada do Mar Vermelho com grande valor estratégico e de controlo do comércio, que facilmente caiu sob o ataque da armada. - Em Scotorá separou-se da frota, que se dirigia para a Índia ao comando de 6 navios, com rumo a Ormuz.

3: Conquista de Ormuz

Domínio do Oceano Índico

- A caminho de Ormuz, Afonso de Albuquerque promoveu a sua terrível reputação enquanto militar, conquistando 3 cidades e aceitando a rendição de 2 outras. - A conquista de Ormuz é considerada como uma das maiores batalhas da história da Marinha Portuguesa. O combate foi curto e forçou o rei a tornar-se tributário da Coroa, ao invés de do Xá Ismail I.

4: Conquista de Goa

Presença na Índia

- Depois de consolidado domínio do Mar Vermelho, navegou para Cochim, na Índia, pois era aí que vivia o Vice-Rei D. Francisco de Almeida, que ele vinha substituir. - Ainda comandado por D. Francisco de Almeida, participou na Batalha de Diu e na Batalha de Chaul, ambas vitórias portuguesas. - Uma vez Vice-Rei, Tentou um ataque a Calecute mas falhou. Imediatamente a seguir, tomou posse de Goa e lá se estabeleceu. Foi nessa cidade que fez a 1ª cunhagem de moeda portuguesa fora do reino.

5: Conquista de Malaca

Monopólio do comércio do oriente

- Após receber reforços do Rei, Afonso de Albuquerque partiu para Malaca. Atacou de surpresa a cidade e dizimou a marinha inimiga. No desembarque foram recebidos por um exército que contava com elefantes. Ainda assim a vitória não tardou e foi construída uma fortaleza, que marcou o início do domínio português na zona. - Esta conquista foi o últo dos grandes feitos de Afonso de Albuquerque, que daqui para a frente se limitou a fortalecer o poder que já tinha instituído.

6/7: Feitorias e Estabelecimento do poder Português na Índia

A expansão a Oriente

- A partir de Malaca, Afonso de Albuquerque enviou missões diplomáticas a Sumatra, Sião, Molucas e China.- Voltou ao Mar Vermelho para impedir o construção de uma frota muçulmana. Assinou a paz com Calecute e outros reinos na Índia. - Diz-se que ponderou desviar o Nilo para secar o Egito, e que esteve em vias de tentar roubar o corpo de Maomé, para subjugar os muculmanos. - Morreu em Goa e foi transportado para Portugal.

A obra em vida de Afonso de Albuquerque expande-se muito para lá das conquistas e do estabelecimento do Império Português do Oriente. Como consequência dessas conquistas, a cultura portuguesa e o cristianismo espalharam-se até ao outro canto do mundo. Ainda assim, sendo estes últimos mais difíceis de ilustrar, estes mapas mostram a influência portuguesa no tempo do Vice-Rei. Sugerimos que vejam este vídeo para melhor compreender a sua obra de vida.

https://www.youtube.com/watch?v=7HJ6fVZkN6g

Figura simbólica de Afonso de Albuquerque

Significado mitológico do Grifo

1: Afonso de Albuquerque enquanto símbolo

A simbologia do Grifo

Afonso de Albuquerque encontra-se representado no poema de título «A Outra Asa do Grifo», que faz parte da última divisão da primeira parte da “Mensagem”. A figura do grifo, que constitui o timbre do brasão nacional, simboliza a ligação entre a terra e o céu, a terra representada pela sua parte leonina, enquanto a sua natureza também aquilina se relaciona com o céu, a componente divina; a sua imagem é, por variadas vezes, associada à de Jesus Cristo, que, sendo homem, é também filho do Criador e, portanto, divino. A Cristo associa-se, além disso, três papéis simbólicos, como o tríptico da sua ação e natureza, o de rei, profeta e padre.

2: Afonso de Albuquerque enquanto símbolo

As partes constituintes do Grifo

As figuras históricas referidas nos poemas que constituem esta parte da obra de Pessoa, que tomam nos versos a sua forma mítica, como era objetivo expresso do autor, relacionam-se com esses simbolismos. São quase semidivinos, cumprindo o desígnio que lhes é atribuído por Deus, através do conhecimento e virtude. Cada um, por sua vez, toma um dos papéis de Cristo. O Infante como o profeta, D. João II como o rei e Afonso de Albuquerque como o padre.

3: Afonso de Albuquerque enquanto símbolo

A outra asa do Grifo

Este último, a outra asa do grifo, é um homem todo poderoso (“Tão poderoso que não quer o quanto” -v.5), que despreza a mesquinhice do mundo (que o afeta) (“Desce os olhos cansados/De ver o mundo e a injustiça e a sorte.” -vv. 2-3), por ter um espírito superior (é superior em força e espírito) assente na fé e no compromisso. Não se preocupa com as vicissitudes da existência mundana, totalmente empenhado no cumprimento da sua missão (“Não pensa em vida ou morte,” -v.4).

3: Afonso de Albuquerque enquanto símbolo

Significado da asa do Grifo

Sendo uma das asas, a par de D. João II, representa o voo do grifo, a concretização material do sonho do Infante D. Henrique (a cabeça), com a construção dos três impérios (Ormuz, Goa e Malaca), no Índico (“Três impérios do chão lhe a Sorte apanha.” -v.9). Assim concretiza também o seu destino (a “Sorte”), definido por Deus, com uma superioridade infalível e altiva (“Criou-os como quem desdenha.”). A materialidade que atinge, contudo, não acalenta as suas ânsias espirituais, uma vez que, mesmo poderoso e heroico, quando se depara com as terras conquistadas, encontra-se em conflito com a própria alma, que, imbuída de um fervor espiritual, encontra ainda no mundo a demarcada imperfeição humana, algo que se depreende do tom melancólico da composição.

3: Afonso de Albuquerque enquanto símbolo

Enquadramento com a obra

Em suma, Afonso de Albuquerque assume a forma de herói mítico, quase semidivino, todo poderoso e totalmente comprometido com a sua missão, no mundo físico e espiritual. Uma determinada vontade transcendente leva-o à criação de três impérios no Índico, regidos por Portugal. Demonstra também o desafio sentimental do espírito nacional, que, sobre os territórios conquistados, confronta a sua necessidade de elevação à sua inevitável forma humana, mundana. É, como “padre”, o guia espiritual e expansor material do povo português, um monge guerreiro, perfeito exemplo do significado da epígrafe do “Brasão”, “Bellum sine Bello”.

1: Os poemas de Fernando Pessoa

O da "Mensagem"

O outro

Passa um gigante pela vasta terra. Seu passo duro faz tremer o solo. Seu pensamento todo o mundo encerra, Régio de força e desconsolo. Seu vulto augusto é grave de sinais; Seu grande olhar esta visão revela: Mais vale o Império do que a glória, e mais Que a gratidão o merecê-la. Não há coroa em sua fronte altiva, Ceptro nenhum em suas mãos está: Grande de mais para o que a hora viva A quem é só da hora dá.

De pé, sobre os paízes conquistados Desce os olhos cansados De ver o mundo e a injustiça e a sorte. Não pensa em vida ou morte, Tão poderoso que não quere o quanto Pode, que o querer tanto Calcara mais do que o submisso mundo Sob o seu passo fundo. Três impérios do chão lhe a Sorte apanha. Criou-os como quem desdenha.

Estrutura externa do poema

- Versos intercalados de 12 e 7 sílabas métricas

- Rima emparelhada: aabbccddee

- O poema é composto por uma estrofe de dez versos, uma décima

- Figuras de estilo: verso 2- hipálage verso 3- polissindeto verso 8- adjetivação expressiva verso 9- anástrofe verso 9- metáfora

Figura Histórica

Figura simbólica

Formação de 3 impérios. Ajuda e acompanhamento divinos levam-no à vitória e dão-lhe sabedoria para governar. O império que construiu não se equipara à sua grandeza nem ao seu merecimento. Não lhe interessa tal poder, por ser apenas mundano, e ele está num conflito de espiritualidade, não de poder. Cumpriu segundo a vontade divina, presentes tanto nele como no rei que representa, o rei de Portugal.

Conquista das 3 cidades: Ormuz, Goa e Malaca. Batalhas difíceis e com desvatagem numérica, vencidas pela estratégia. Estas conquistas são a fundação de um centro de enorme poder militar e comercial. Tem o poder para se tornar o mais poderoso dos reis, declarar-se independente e subjugar os que o desafiarem. Cumpriu a missão que lhe fora entregue, e com isso se contentou.

Obrigado!

Duarte Serrano, nº4; Tomás Silva, nº25.