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Miguel Torga

Cátia Sá

Created on January 4, 2021

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Transcript

1907-1995

Cátia Filipa Rodrigues Sá nº7 12ºL

Miguel Torga

1907: Nasceu Adolfo Correia da Rocha, a 12 de agosto em São Martinho de Anta, em Vila Real; 1920: Emigra para o Brasil; 1925: Regressa do Brasil; 1927: Fundação da "Presença" em que colabora desde o começo; 1928: Ingressa para a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra; Lançou o primeiro livro, poesia, a "Ansiedade;

1940: Os Bichos; 1941: Primeiro volume do Diário; Contos da Montanha, que será reeditado no Rio de Janeiro; Terra firme, Mar, primeira obra de teatro; 1944: Novos Contos da Montanha; Libertação (poesia); 1945: Vindima, o primeiro romance; 1947: Sinfonia (teatro); 1950: Cântico do Homem (poesia); Portugal; 1954: Penas do Purgatório (poesia); 1958: Orfeu Rebelde, poesia; 1965: Poemas Ibéricos; 1981: Último volume de A Criação do Mundo; 1993: Último volume do Diário (XVI); 1995: Morre Adolfo Correia da Rocha.

1930: Deixa a "Presença"; 1931: Lança o primeiro livro em prosa, "Pão Ázimo"; 1933: Forma-se em Medicina; 1934: A Terceira Voz, prosa; passa a usar o pseudónimo Miguel Torga; 1936: O outro livro de Job, poesia; 1937: A Criação do Mundo - Os dois primeiros dias; 1939: Abertura do consultório médico, em Coimbra;

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Temáticas das suas obras:

A obra de Miguel Torga, é centrada nas seguintes temáticas:

  • Problemática Religiosa: (A um Cristo negro) ;
  • Sentimento telúrico: (Diário II);
  • Desespero humanista: (O Orfeu Rebelde);
  • O drama da criação poética: (Majestade).

Principais Obras

Miguel Torga

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Obras

em prosa

Vindima, 1945

A Criação do Mundo, os Dois Primeiros Dias em 1937

Pão Ázimo em 1931

A Terceira Voz em 1934

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Obras

Romance

Fogo Preso, 1976

O Sexto Dia da Criação do Mundo, 1981

Traço de União, 1955

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São Leonardo da Galafura

Poema

Por isso, é devagar que se aproxima Da bem-aventurança. É lentamente que o rabelo avança Debaixo dos seus pés de marinheiro. E cada hora a mais que gasta no caminho É um sorvo a mais de cheiro A terra e a rosmaninho!

À proa dum navio de penedos, A navegar num doce mar de mosto, Capitão no seu posto De comando, S. Leonardo vai sulcando As ondas Da eternidade, Sem pressa de chegar ao seu destino. Ancorado e feliz no cais humano, É num antecipado desengano Que ruma em direcção ao cais divino. Lá não terá socalcos Nem vinhedos Na menina dos olhos deslumbrados; Doiros desaguados Serão charcos de luz Envelhecida; Rasos, todos os montes Deixarão prolongar os horizontes Até onde se extinga a cor da vida.

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Assunto:

3ª Parte (3º estrofe) - Descrição da imagem presente na 1º estrofe São Leonardo de Galafura navega muito lento ao longo das margens do Douro porque vai sentir saudades desta maravilhosa terra Duriense.

São Leonardo de Galafura navega muito lento ao longo das margens do Douro porque vai sentir saudades desta paisagem quando partir.

Tema:

O orgulho pela paisagem Duriense

1º Parte (1ª estrofe) - Imaginação O sujeito poetico imagina São Leonardo da Galafura a navegar num barco rabelo muito lento num mar de sumo de uva que o prende até à eternidade, mas fica triste por deixar o Douro.

2ª Parte (2ª estrofe) - Razões da sua lentidão Na eternidade, não tem socalcos, vinhas e montes. Só haverá "charcos de luz/envelhecidas", os montes são rasos, expandindo horizontes até destruir a cor da vida.

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Metáforas:

"navio de penedos" - Apresenta a imagem de SãoLeonardo de Galafura como o capitão de um navio rabelo, olhando para trás com saudades da terra Duriense em direção à vida eterna. "cais humano" e "cais divinho" - Sobrevalorizam a terra.

Advérbios:

Hipálage:

"devagar" ; "lentamente" - O apego que São Leonardo da Galafura tinha pela terra Duriense.

Sinestesia:

"É um sorvo a mais de cheiro" - Mostra o paladar e o olfato.

"Lá não terá socalcos / Nem vinhedos / Na menina dos olhos deslumbrados" - A visão descrita da paisagem é de São Leonardo de Galafura e não dos olhos.

Alegórica:

Este poema torna admiravél os encantos da terra e da paisagem Duriense.

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Estado de espírito do Sujeito Poético:

  • Sem pressa de abandonar o "cais humano", a terra Duriense.
  • Feliz no "cais humano";
  • Arrependido de deixar os "cais humano";
  • Saudades da terra Douriense.

Este poema é constituído por 3 estrofes. A primeira por 11 versos (irregular), a segunda por 9 versos (nona) e a terceira por 7 versos (sétima). O esquema rimático é [ABBCCDEFGGF] , [HAAAIJKKJ] e [KLLMNMN}. Tem versos soltos em todas as estrofes. É emparelhada e interpolada na primeira e segunda estrofe, é emparelhada e cruzada na última estrofe. No que toca à métrica, o verso "Até onde se extinga a cor da vida" . é composto por 9 sílaba, a isto dá-se o nome de Rendondilha Maior.

Análise formal

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Obrigada!

Português 12º ano

Cátia Filipa Rodrigues Sá