A Perspetiva cónica frontal na pintura metafísica de Giorgio de Chirico
Presentation
O objectivo da perspetiva é representar
graficamente a realidade visual num plano :
utilizando pontos e linhas de fuga, assim como
diferenças nas dimensões e nas cores, o espaço é representado de modo quase real. Pela sua formação académica o pintor Giorgio de
Chirico conhecia bem o sistema de representação
em perspetiva, mas utilizou-o para conceber
espaços irreais…
Neste quadro de Giorgio de Chirico (1888-1978), Praça
de Itália (1919), ao observarmos as linhas
inclinadas dos edifícios elas
parecem que se encontram num mesmo ponto de fuga situado na mesma Linha do Horizonte.
No entanto, ao prolongarmos as Linhas de fuga , verificamos que se encontram em 2 pontos de fuga sobre 2 Linhas do Horizonte...
De Chirico é conhecido pelas séries de
paisagens urbanas, retratando praças vazias e
edifícios fantasmagóricos monumentais. Nestas
representações utiliza uma das componentes da sua linguagem metafísica: o recurso a
perspetivas de vários pontos de fuga.
Só à primeira vista a composição parece obedecer
às regras tradicionais da perspetiva linear. Os
espaços tal como G. De Chirico os retrata, não podem existir:
vários pontos de fuga combinam-se com sombras
que têm vida própria.
Praça de Itália, 1919
O encontro de duas
sombras numa praça: a
rapariga, ela própria uma
sombra, brinca com o arco
em direcção à sombra
projectada por uma
estátua. O quadro está
dividido entre um mundo de
escuridão e outro de luz
que não conseguem unir-se
porque são construídos com :
Vários pontos de fuga
Nenhum ponto de fuga
Dois pontos de fuga
Mistério e melancolia de uma rua,1914
Certo !
A Perspetiva na pintura de Chirico
Maria João Freitas
Created on December 3, 2020
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A Perspetiva cónica frontal na pintura metafísica de Giorgio de Chirico
Presentation
O objectivo da perspetiva é representar graficamente a realidade visual num plano : utilizando pontos e linhas de fuga, assim como diferenças nas dimensões e nas cores, o espaço é representado de modo quase real. Pela sua formação académica o pintor Giorgio de Chirico conhecia bem o sistema de representação em perspetiva, mas utilizou-o para conceber espaços irreais…
Neste quadro de Giorgio de Chirico (1888-1978), Praça de Itália (1919), ao observarmos as linhas inclinadas dos edifícios elas parecem que se encontram num mesmo ponto de fuga situado na mesma Linha do Horizonte.
No entanto, ao prolongarmos as Linhas de fuga , verificamos que se encontram em 2 pontos de fuga sobre 2 Linhas do Horizonte...
De Chirico é conhecido pelas séries de paisagens urbanas, retratando praças vazias e edifícios fantasmagóricos monumentais. Nestas representações utiliza uma das componentes da sua linguagem metafísica: o recurso a perspetivas de vários pontos de fuga.
Só à primeira vista a composição parece obedecer às regras tradicionais da perspetiva linear. Os espaços tal como G. De Chirico os retrata, não podem existir: vários pontos de fuga combinam-se com sombras que têm vida própria.
Praça de Itália, 1919
O encontro de duas sombras numa praça: a rapariga, ela própria uma sombra, brinca com o arco em direcção à sombra projectada por uma estátua. O quadro está dividido entre um mundo de escuridão e outro de luz que não conseguem unir-se porque são construídos com :
Vários pontos de fuga
Nenhum ponto de fuga
Dois pontos de fuga
Mistério e melancolia de uma rua,1914
Certo !