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Transcript
Instituto Superior de Educação e Ciências
Unidade Curricular Prática de Ensino Supervisionado I
Portefólio de Estágio
Instituição cooperante: Colégio Mira Rio
Docente: Dra. Fernanda Rodrigues Discente: Ana Filipa Garcia
2020/2021
Instituto Superior de Educação e Ciências
Unidade Curricular Prática de Ensino Supervisionado I
Portefólio de Estágio
Instituição cooperante: Colégio Mira Rio Educadora Cooperante: Educadora Ana Rita Lopes Coordenadora Pedagógica: Educadora Rita Brito
Docente: Dra. Fernanda Rodrigues
Discente: Ana Filipa Garcia, nº 20200632, 1º ano do Mestrado em Educação Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico
2020/2021
Index
Índice
I- Introdução
Metodologia
II- Construção do Projeto de Intervenção
1- Dados de Contextualização
1.1. Caraterização do ambiente Educativo
1.1.2. Caraterização da Instituição
1.1.1. Caraterização do meio
1.1.3. Caraterização da Sala de atividades
1.1.3.1. Dados de estrutura
1.1.4. Plano das temáticas mensais
1.1.3.2. Dados de dinâmica
1.2. Caraterização do grupo e de cada criança
2. Perspetivas educacionais
2.2. Plano de atividades a desenvolver ao longo do estágio
2.1. Objetivos do projeto
3. Estratégias de avaliação do projeto
4. Estratégias de divulgação
5. Referências bibliográgicas
6. Anexos
I - Introdução
O presente relatório de Estágio surgiu no âmbito da Unidade Curricular de Prática de Ensino supervisionado I, integrante no plano de Estudos do 1º ano do Mestrado em Educação Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico no Instituto Superior de Educação e Ciências. Este estágio começou no dia 6 de Novembro de 2020 e terminou no dia XXXX na sala dos 4 anos com um grupo constituído por 26 crianças no Colégio Mira Rio localizado em Telheiras. A educação Pré-Escolar tem vindo a tornar-se cada vez mais importante no contexto educacional e, ao observarmos a Lei-Quadro para a Educação Pré-Escolar podemos perceber que a educação Pré-Escolar está definida como Neste processo de educação, o educador tem de ter em conta as características de cada criança com saberes e competências diferentes, estimulando sempre a sua evolução no grupo. O portfólio é importante uma vez que é um instrumento que regula a prática pedagógica e, simultaneamente, um instrumento de aprendizagem e de avaliação. Segundo Hernández (1998, p.100 apud Rodrigues, 2009, p.1) o portfolio é um "continente de diferentes classes de documentos (notas pessoais, experiências de aula, trabalhos pontuais, controle de aprendizagem, conexões com outros temas fora da escola, representações visuais, etc.) que proporciona evidências do conhecimento que foi construído, das estratégias utilizadas e da disposição de quem o elabora em continuar aprendendo." Com a elaboração do portfolio, temos a preocupação, como estagiárias, de observar de forma mais atenta toda a prática realizada uma vez que temos que ter todo o processo no portfólio, o que nos permite planificar, caraterizar, refletir e avaliar todo o nosso percurso. Ficamos também com documentos e planificações que nos irão ser úteis na nossa profissão futura enquanto educadoras de infância. A criação de um portfólio no estágio permite ainda ao docente verificar todo o processo de aprendizagem que vai sendo realizado e, desta forma, dar-nos uma orientação do que foi feito e o que poderá ser melhorado na nossa prática educativa. Bernardes & Miranda (2003 apud Rodrigues, 2009, p.18) defendem ainda que "no decorrer da construção deste instrumento, o estagiário toma consciência dos esforços que desenvolve e os objectivos que pretende atingir bem como, estabelece as estratégias a adoptar" e "(...) promove a colaboração entre o supervisor e o estagiário na planificação das actividades de aprendizagem, podendo conduzir a uma introdução inovadora nos processos de ensino aprendizagem" (Cole, 2000 apud Rodrigues, 2009, p.18).
"primeira etapa da educação básica no processo de educação ao longo da vida, sendo complementar da ação educativa da família com a qual deve estabelecer estreita relação, favorecendo a formação e o desenvolvimento equilibrado da criança, tendo em vista a sua plena inserção como ser autónomo, livre e solidário” (Lei – Quadro n. º5/97 de 10 de fevereiro, artigo 2).
Este portefólio está dividido em 7 partes, começo por fazer uma introdução, de seguida as características do contexto de estágio, nomeadamente a caracterização do meio ?, da Instituição, da sala de atividades onde foi desenvolvida a prática e a caraterização do grupo e de cada criança individualmente, numa terceira parte são feitas as perspetivas educacionais percebendo quais são os objetivos do projeto e onde é dado a conhecer o plano de atividades a desenvolver ao longo do estágio. A quarta parte é relativa às estratégias de avaliação do projeto, a quinta parte as estratégias de divulgação e por fim surgem as referências e os anexos. A experiência proporcionada pelo estágio é importante para a minha formação profissional, visto que me permite perceber de perto o que é ser um educador de infância e o que isso implica uma vez que, até agora nunca tinha estado em contexto de pré-escolar. Estou bastante entusiasmada para o estágio uma vez que este se realiza numa valência que nunca tinha estado anteriormente e, sendo esta uma experiência nova, as expetativas são elevadas. No entanto, confesso que tenho também algumas dificuldades, nomeadamente no controlo do grupo mas, acredito que vá aprender, da melhor forma, ao longo deste estágio a superar essa dificuldade, quanto às capacidades sou reflexiva, atenta às necessidades das crianças, criativa, observadora, dinâmica, compreensiva, tenho paciência entre outros pontos fundamentais para esta profissão e que muitas vezes não são tidos em conta pelos educadores. Para esta profissão devemos ter sempre em conta que tudo o que fazemos tem que ser com uma intencionalidade, não devemos fazer uma atividade só porque é engraçada, mas sim com um propósito e tendo sempre em conta a observação, o planeamento, o agir e a avaliação, como está referido nas orientações curriculares, Por questões de confidencialidade os nomes das crianças que são mencionados ao longo deste portfólio são todos fictícios não sendo possível a sua identificação. Relativamente aos documentos de estágio, nomeadamente projeto de sala, projeto educativo, etc não puderam ser facultados pela instituição.
"A ação profissional do/a educador/a caracteriza-se por uma intencionalidade, que implica uma reflexão sobre as finalidades e sentidos das suas práticas pedagógicas e os modos como organiza a sua ação. Esta reflexão assenta num ciclo interativo – observar, planear, agir, avaliar" (Silva, Marques, Mata & Rosa, 2016, p. 5)
“A infância é o tempo de maior criatividade na vida do ser humano” Jean Piaget
Metodologia
Para a realização deste portefólio a metodologia utilizada durante o estágio profissional foi a análise de documentos (no entanto, os mesmo não puderam ser disponibilizados pela educadora pois a instituição não o permitia), observação (direta e participativa/cooperante), questionários e conversas informais com a educadora, baseei-me também em alguns livros, teses, e vários documentos orientadores para educadores de infância, nomeadamente as Orientações Curriculares da Educação Pré-Escolar, a Lei de Bases, etc. Todos os dados presentes neste relatório, na parte das caraterizações foram relatos da educadora, ou recolhidos através da técnica de observação e de fotografias. Fui também ao site da instituição consultar algumas das informações nomeadamente o Projeto Curricular. Na observação direta esta era relativamente à atuação dos alunos e da educadora cooperante e, de acordo com Estrela (1990, p.61 apud Freitas, 2017, p.97) “a observação de situações educativas continua a ser um dos pilares da formação de professores.” Segundo Quivy & Campenhoudt (2003, p.155, p. 164 apud Garcia, 2011 p.6) para esta observação “o próprio investigador procede diretamente à recolha das informações, sem se dirigir aos sujeitos interessados. Os sujeitos observados não intervêm na produção da informação procurada. Esta é manifestada e recolhida diretamente neles pelo observador”. Contudo, passado um dia de observação, comecei a envolver-me na prática pedagógica, através de uma observação cooperante/participante onde ia ajudando as crianças que tivessem mais dificuldade, ia percebendo de perto as suas brincadeiras, etc. pois, este é um estágio onde, dificilmente, se consegue apenas observar uma vez que estamos a trabalhar com crianças. Segundo Iturra (1986, p, 149 apud Santos, 1994, p.5) “a observação participante é o envolvimento direto que o investigador de campo tem com um grupo social que estuda dentro dos parâmetros das próprias normas do grupo” No entanto, o observador não deve perder o estatuto de observador, como refere Estrela (1994, p.35 apud Ferreira, 2018, p. 34) “ (…) o observador poderá participar, de algum modo, na atividade do observado, mas sem deixar de representar o seu papel de observador e, consequentemente, sem perder o respetivo estatuto.”
Durante o meu estágio, na recolha de informação, tive também uma atitude naturalista, onde, durante 5 minutos, apontava tudo o que era dito pela educadora e pelas crianças para perceber melhor a dinâmica da sala, a interação entre a educadora e os alunos e o modo como os meninos participavam pois, muitas vezes, quando apenas observamos não nos apercebemos de certos pormenores que acontecem e que são bastante importantes. Segundo Pinto (1990, pp. 47 - 48 apud Santos, 1994, p.9) “a observação naturalista é uma técnica de investigação integrada no método descritivo (cujo objetivo é caraterizar de modo mais completo possível, as variáveis que estão envolvidas em determinados acontecimentos) que procura observar os comportamentos dos observadores no seu meio natural”.
II - Construção do projeto de intervenção
1- Dados de contextualização
1.1. Caracterização do Ambiente educativo
1.1.1. Caraterização do meio
É importante conhecermos o meio envolvente à instituição, sobretudo quando estivermos a trabalhar como educadoras, uma vez que é relevante conhecer a comunidade e os recursos existentes, de modo a poder integrá-los na nossa prática pedagógica. Esta aproximação da escola com vários locais é importante uma vez que promove atividades que permitem às crianças "explorar o potencial do ambiente local – as árvores existentes na zona e que é possível observar à medida que o tempo passa, os parques e os jardins, os edifícios interessantes, os locais de construção, as pontes ou as estações de caminho-de-ferro (Glauert, 2004, p. 80 apud Silva, 2015, p.3)." de modo a puderem ser integradas na prática pedagógica. O colégio Mira Rio (Figura 1), onde me encontro a estagiar, encontra-se na Estrada de Telheiras nº 113, em Lisboa e localiza-se no Bairro de Telheiras, na freguesia do Lumiar e no concelho de Lisboa. Esta é uma zona com diversificados transportes públicos, nomeadamente o metro e o autocarro, estabelecimentos de ensino, farmácia, cafés, padaria, zonas comerciais, locais desportivos, Biblioteca, Capela, entre outros (Figura 2). Relativamente perto do colégio podemos ainda encontrar alguns jardins, nomeadamente o Jardim Prof. Francisco Caldeira Cabral. As ruas são iluminadas e, ao longo de algumas das ruas podemos ver canteiros e até mesmo jardins. É ainda uma zona com fáceis acessos. Relativamente às casas, deparamo-nos com prédios, vivendas e alguns condomínios privados.
Figura 2. Localização Colégio Mira Rio.
Figura 2. Localização Colégio Mira Rio.
1.1.2. Caraterização da Instituição
A caracterização da Instituição é importante uma vez que é dentro desta que a criança se irá desenvolver e adquirir as competências necessárias para os anos seguintes de ensino. Todas as informações referentes a este tópico foram retirados do site da instituição e de uma conversa informal com a educadora. Os Colégios Fomento foram criados por iniciativa de um grupo de pais em 1978. O Colégio estava anteriormente localizado no Restelo, no entanto, o número de inscrições era elevado pelo que houve a necessidade da criação de uma segunda moradia, designadas por Mira Rio 1 (Infantil, 1º CEB e 5º ano) e Mira Rio 2 (6º ano, 3º CEB e Secundário). Em 2017 foram inauguradas as novas instalações, em Telheiras, e aí permanecem até hoje, permitindo alunos desde a creche até ao 12º ano. O Colégio tem um lema impresso no seu escudo, “Mirare impetum fluvii” que significa “Olhai o ímpeto do Rio” uma vez que remete para o Rio Tejo, que era visível nas antigas instalações, no Restelo. (Site do Colégio Mira Rio, n/d). O colégio Mira Rio conta com as valências do berçário até ao secundário e tem uma preocupação em ajudar os alunos para que estes possam contribuir positivamente para a sociedade. Na crecre e no pré-escolar o ensino é misto, havendo rapazes e raparigas em sala, no entanto, quando chegam ao 1º ano os rapazes e as raparigas separam-se, não havendo turmas mistas. Relativamente ao ensino, até ao secundário seguem o curriculo nacional, no entanto, esse ensino inclui um sistema internacional, o Diploma Programme da International Baccalaureate Organization (IBDP). (Site do Colégio Mira Rio, n/d). Este colégio tem um regime jurídico privado e é considerado um colégio laico apesar de incutir nas rotinas das crianças o momento da reza de manhã e antes da hora do almoço. Têm ainda celebrações religiosas, nomeadamente no Natal, altura em que vai um padre à escola para benzer o presépio. Esta escola tem boas condições em termos de luminosidade, de espaço, a própria conservação dos edificios, e isso deve-se sobretudo ao facto de a construção da escola ter sido realizada em 2017. O tipo de edificio é uma moradia e existe no próprio estabelecimento uma capela. Esta instituição tem um horário de funcionamento das 8h às 19h e para se frequentar este colégio é necessário o uso de uma farda e de um bibe por cima da farda. Para a admissão das crianças os pais são também sujeitos a um entrevista, podendo ou não passar na mesma, a partir do 2º Ciclo os próprios alunos já começam a ser sujeitos à entrevista. Existem também algumas atividades extra-curriculares que as crianças se podem inscrever como o Ballet, Futsal, Judo e Música. Relativamente ao inglês, apesar de ser uma atividade extra-curricular é de frequência obrigatória para todos os alunos. (Site do Colégio Mira Rio, n/d) Relativamente ao Projeto Educativo e Curricular da instituição, esta não nos facultou os documentos, no entanto, no site encontrei os objetivos gerais do projeto educativo: "O Projeto Educativo do Colégio Mira Rio assenta em três pilares: A Educação Personalizada; A Educação Diferenciada; A Educação Integral." (Colégio Mira Rio, n/d). A educação personalizada deve-se à ligação colégio-família, onde "são propostas metas académicas e de
formação pessoal, de acordo com o nível etário e com a realidade pessoal e familiar de cada aluna" (Colégio Mira Rio, n/d). A educação diferenciada deve-se ao facto de se "respeitar as diferenças entre os ritmos de aprendizagem, o desenvolvimento cognitivo e a maturidade dos rapazes e das raparigas" (Colégio Mira Rio, n/d). A educação integral no sentido em que para "fomentar o desenvolvimento equilibrado e harmonioso de cada aluna, o Colégio Mira Rio promove, para cada ano de escolaridade, um Plano de Formação de Alunos (POFA). O POFA inclui atividades e estratégias que incidem sobre as dimensões física, intelectual, cívica, cultural, social, afetiva/emocional e moral/espiritual das alunas" (Colégio Mira Rio, n/d).Relativamente ao tema da escola são as tradições Portuguesas.
Figura 4. Planta do Colégio Mira Rio.
Figura 3. Recreio do Colégio Mira Rio.
Figura 5. Visibilidade exterior do Colégio Mira Rio.
1.1.3. Caraterização da Sala de atividades
A organização da sala tem vindo a ganhar cada vez mais importância na educação pré-escolar e está organizada de acordo com a metodologia pedagógica praticada pela educadora, podendo ou não ser por imposição da instituição. Segundo Zabalza, (1992, p.120), a sala de atividade deve ser um local de oportunidades que
“favorecerá ou dificultará o processo de crescimento pessoal e o desenvolvimento das atividades instrutivas. Será facilitador, ou pelo contrário limitador, em função do nível de congruência relativamente aos objetivos e dinâmica geral das atividades postas em marcha ou relativamente aos métodos educativos e instrutivos (…)”.
Este espaço, ou antes, a organização do espaço de atividades terá um grande impacto no que diz respeito às atividades das crianças uma vez que “as crianças precisam de espaço para usar objetos e materiais, fazer explorações, criar e resolver problemas; espaço para se mover livremente, falar à vontade sobre o que estão a fazer, espaço para guardar as suas coisas e exibir as suas invenções; e espaço para os adultos se lhes juntarem para as apoiar nos seus objetivos e interesses”. Hohmann e Weikart (2011, 162). É muito importante que a criança se sinta bem neste espaço, que incorpore os seus gostos pessoais, que seja um lugar acolhedor e que lhe transmita sobretudo segurança e vontade de aprender pois, é neste espaço, que a criança irá desenvolver os seus conhecimentos não só através da interação com o grupo mas também através da exploração dos materiais da sala, etc.
1.1.3.1. Dados de estrutura
A sala onde estou a estagiar, é a sala dos 4 anos, com um grupo constituído por 26 crianças e sou acompanhada pela educadora Ana Rita Lopes e por 1 auxiliar sendo que, quando é hora do almoço, vem mais uma auxiliar ajudar nos almoços. Quando entramos no edifício da creche e pré-escolar, e viramos à direita, a primeira sala é a que me encontro. Esta sala foi previamente organizada, em Agosto, pela educadora e pela auxiliar onde não houve qualquer tipo de intervenção por parte das crianças. Para a organização da mesma basearam-se na estrutura da sala (é uma sala retangular) e nas áreas que necessitavam de uma maior luminosidade, colocando as mesmas junto à janela e as que não precisavam de tanta como é o caso dos móveis por exemplo em cantos menos iluminados. Posteriormente houve outras modificações, tendo a educadora mudado a casinha das bonecas para o local onde se encontra a pista de carros uma vez que achou que eram muitas crianças nesse espaço, estando junto à janela daria para mais crianças utilizarem esse mesmo espaço e haveria uma maior luminosidade. Como refere Zabalza, (1992, p. 124) “a forma como organizamos e utilizamos o espaço físico da sala constitui, em si mesma, uma mensagem curricular, isto é, reflete o nosso modelo educativo” e foi exatamente o que aconteceu, no modelo educativo vigente nesta instituição, o Project Optimist, dá-se uma maior relevância na aquisição de conhecimentos e nos vários desenvolvimentos, a nível da motricidade, cognitivo, entre outros e não tanto na participação da própria criança. Relativamente às estratégias adotadas para que as crianças ficassem familiarizadas com a organização do espaço da sala de atividades, não houve uma estratégia, uma vez que, segundo a educadora, as crianças frequentam a instituição desde a creche (menos uma menina no grupo), já estando habituadas à estrutura das salas de atividades. A sala é espaçosa, e apresenta uma boa iluminação, o pavimento é adequado para as crianças, sendo confortável e resistente quer a nível visual quer a nível táctil, as paredes apresentam placards com os trabalhos das crianças afixados quanto às janelas estas têm uma vista para o exterior. Quanto à organização da sala, como podemos observar na figura 6 esta está dividida por atelier´s, "Atelier ciêntifico", "Atelier da Linguagem", "Atelier Criativo" e "Atelier da matemática", no entanto, na sala, podemos encontrar várias áreas apesar de não estarem identificadas como áreas (figura 7). No atelier científico todos os meses muda essa parte uma vez que é de acordo com o tema do mês, Outubro foi o mês do Outono pelo que tinha um desenho realizado pelas crianças com folhas, no mês de Dezembro é o Natal onde puseram representado o presépio.
Figura 6. Planta da sala de atividades.
Figura 7. Esquematização das áreas de atividades existentes.
Legenda da planta da sala de atividades
16. Cantinho com carros e pistas;17. Mesa com uma santinha e uma vela; 18. Cartaz com a temática (Outono) juntamente com um desenho sobre a mesma e a identificação da sala; papéis com as orações; 19. Trabalho com os meses do ano e um relógio ao lado; 20. Quadro verde de giz com reta numérica colada em cima ao centro; 21. Dias da semana; 22. Calendário com o dia, mês e ano; 23. Quadro com o compositor da semana, adivinha da semana, lengalenga da semana, poesia da semana e lema da semana; 24. Mapa das presenças; 25. Cantinho da leitura; 26. Mesas redondas; 27. Local onde as crianças se sentam para ouvir a educadora (uma criança por bola).
1. Cogumelos feitos pelas crianças; 2. Janelas; 3. Trabalho realizado sobre a temática “Outono” 4. Atividades realizadas pelas crianças (desenho da vogal O); 5. Cama e banheira das bonecas e bonecas; 6. Cantinho da cozinha (móvel) com máquina registadora; 7. Mesa pequena do cantinho das bonecas; 8. Atividades realizadas pelas crianças (desenho da vogal O com materiais criativos); 9. Móvel com jogos (palavras e figuras, dominó, plurais, zoo das palavras, puzzles, etc.) e materiais (tintas, lápis de cor, manuais das crianças, etc.); 10. Carrinho com tintas; 11. Cadeiras extra; 12. Bancada com torneira e as garrafas de água das crianças; 13. Porta da sala; 14. Trabalhos realizados pelas crianças no âmbito da matemática; 15. Armário com jogos matemáticos (contagem de argolas, etc.) e de construção (legos, etc.), lancheiras e dossiers das crianças para arquivarem os seus trabalhos;
O espaço de sala deverá ser cómodo, estimulante e acolhedor de modo a “(…) facilitar aprendizagens, criar desafios, provocar a curiosidade, potenciar a autonomia e relações interpessoais positivas” (Portugal, 2012, p.12). Quanto às áreas de trabalho ou até mesmo de interesse das crianças, estas devem estar bem divididas e idêntificadas de modo a que as crianças saibam o que podem encontrar em cada um dos espaços. Para cada área, as crianças podem escolher diversas atividades: Na área dos jogos e dos materiais de expressão plástica as crianças podem escolher os jogos que se encontram à disposição na prateleira nomeadamente puzzles, jogos de juntar a imagem com as letras, entre outros; Na área de expressão plástica existem tintas, lápis de cor, lápis de cera, etc. (no entanto, só vai para esta área quem peça autorização, caso contrário não é uma das áreas referidas pela educadora). --- Nestas áreas as crianças podem explorar a criatividade de uma forma artística, desenvolvem a motricidade fina e a coordenação motora. Na área dos jogos matemáticos e construções tem jogos com figuras geométricas onde têm que
encaixar essas mesmas figuras, tem jogos de construção, entre outros onde fazem vários jogos para facilitar a sua aprendizagem, quer a nível de tamanhos, formas, peso, etc. “(…) o acesso a esta linguagem e a construção de conceitos matemáticos e relações entre eles são fundamentais para a criança dar sentido, conhecer e representar o mundo” (Silva, Marques, Mata & Rosa, 2016, p.6) Na área da casinha as crianças têm bonecas, uma cozinha, máquina registadora, uma mesa pequena para crianças, eletrodomésticos da área da cozinha, etc.; Na área da biblioteca as crianças têm vários livros à disposição, nesta área as crianças podem utilizar a matemática por exemplo para receber os trocos, podem desenvolver a imaginação, criatividade, brincar ao faz-de-conta, esta é "uma forma de jogo simbólico em que a criança assume um papel de outras pessoas, animais ou máquinas ou o vive através de um objeto (boneco, marioneta) pra representar situações “reais” ou imaginárias, e exprimir as suas ideias e sentimentos” (Silva, Marques, Mata & Rosa, 2016, p. 52). Na área da garagem têm carros, pistas de carros, um tapete com estradas, etc. As crianças podem ainda desenhar no quadro de giz se quiserem apenas têm que informar primeiro a educadora. Todos os equipamentos necessários para o desenvolvimento de atividades se encontram ao alcance das crianças, no entanto, certos materiais como tintas, lápis de cor, folhas brancas, etc necessitam de ser pedidas à educadora para serem utilizadas. Relativamente às áreas existe um sistema rotativo onde cada grupo de crianças (o grupo da cor azul, verde, amarela e vermelha) fica numa área (casinha, biblioteca, garagem e legos) durante 5 minutos e vai rodando. As áreas mais escolhidas quando a educadora dá essa liberdade são a área da casinha e a área da garagem (fotografias em anexo).
1.1.3.1. Dados de dinâmica
As crianças no pré-escolar são já detentoras de uma rotina e, para que esta seja possível, necessita de ser planeada previamente pelo educador e o mesmo está presente nas OCEPE (Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar) que transmitem que esta rotina “é pedagógica porque é intencionalmente planeada pelo/a educador/a e porque é conhecida pelas crianças, que sabem o que podem fazer nos vários momentos e prever a sua sucessão, tendo a liberdade de propor modificações.” (Silva, Marques, Mata, & Rosa, 2016, p.27). Para Oliveira-Formosinho (1998) desenvolver uma Rotina é transformar o tempo num “tempo de experiências educacionais ricas e interações positivas” (Oliveira-Formosinho, 1998, p.71, apud Moufarda, 2014, p.21). A rotina das crianças da sala dos 4 anos do colégio Mira Rio é igual todos os dias, no entanto, as atividades vão mudando conforme a disciplina e o tema do mês. No entanto, apenas pude observar até agora a rotina às sextas-feiras. Todos os dias as crianças começam com o módulo da manhã onde começam com a oração, de seguida vêm as canções, depois a poesia, a História, a Audição Musical, a destreza manual, os Bits de inteligência, Bits de numeração e quantidades, Bits de leitura, Bits dos nomes e Eficácia Visual (no entanto a educadora não consegue fazer todos estes pontos diariamente, optando apenas por alguns em cada um dos dias). Às 9.30 as crianças têm os ateliers que inclui atividades de mesa, caderno mensal, plástica e jogos excepto às sextas que têm a Linguagem Oral e Escrita que engloba os bits de leitura, grafismos, jogos silábicos e jogos com rimas, de seguida têm Inglês onde todos os meses muda o objetivo. Às 10.45h têm matemática onde abordam a numeração, medidas e magnitudes, lógica, geometria e estatística. Das 11h às 11.15h têm recreio, depois higiene e vão almoçar. Da parte da tarde, Às 13.30h têm Circuito Neuromotor, de seguida linguagem oral e escrita, a Unidade mensal (formação humana, Meio-físico, Matemática, Id Autonomia, religião e música) e o módulo da tarde que inclui a lenga-lenga, Bits da inteligência, Bits de numeração e quantidades, Bits de leitura e Bits dos nomes. As atividades da parte da tarde à sexta-feira são mais livres uma vez que apenas realizam um passeio e fazem atividades livres/orientadas/ballet. Ao longo do dia as crianças vão tendo alguns momentos de brincadeiras livres, onde o fazem na sala, nos vários ateliers ou áreas ou no exterior onde existe no recreio um escorrega, pneus, etc para que as crianças possam brincar. Para vários autores este é um momento importante na vida e no desenvolvimento das crianças pois, “Embora as atividades informais não se realizem só no espaço exterior, este é também um local privilegiado de recreio onde as crianças têm possibilidade de explorar e recriar o espaço e os materiais disponíveis. Nesta situação, o educador pode manter-se como observador ou interagir com as crianças, apoiando e enriquecendo as suas iniciativas.” Ministério da Educação (2002, p.39 apud Garcia, 2011, p.27). Por este motivo, o recreio é importante, uma vez que permite que as crianças se envolvam em atividades lúdicas nas quais desenvolvem a sua motricidade ao correrem, saltarem e brincarem livremente. “Se há altura em que a palavra “brincar” tem um maior significado é, justamente, entre o 1 e os 5 anos. A criança deixou de ser “bebé” e ainda não é um “aluno primário” (Cordeiro, 2007, p.329), se as crianças não o fizerem neste momento, não terão mais tarde momentos para o fazer pois a partir do 1º ciclo começa a ser mais "a sério" e começa a haver outra dinâmica que exigerá muito mais da criança que passa agora a ser um aluno primário.
Existe também outro espaço exterior, é a "varanda da sala" onde existem vários trinciclos, motas, trotinetes e uma casinha. O tempo de ar livre é, por isso, “uma oportunidade diária para as crianças se envolverem em atividades lúdicas vigorosas e barulhentas” (Hohmann e Weikart, 2007, p.432). Assim, ao ar livre, “as crianças têm espaço para correr, saltar, atirar, baloiçar, escavar e andar de bicicletas, triciclos (…)” (Hohmann & Weikart, 2007, p.432 e 433). Ao longo do dia as crianças vão tendo diversos momentos de higiene, esta é uma prática muito importante e que deve ser incutida desde cedo pelas crianças e, como Cordeiro (2007, p.373, apud Garcia, 2011, p.26) afirma, “o momento da higiene é deveras importante (…). Variando muito de criança para criança (e de idade para idade) há um elo comum: o desenvolvimento da autonomia” e, “É bom que, paralelamente a uma aprendizagem das regras de lavagem, por forma a que sejam instintivas, se faça também ver às crianças que não se trata de um «frete» a fazer aos pais, ou um bilhete para poder ir para a mesa, mas sim uma rotina diária que deverá perdurar ao longo da sua vida”. (p.106), e, por isso devem ser criadas rotinas às crianças para que as mesmas saibam que é importante lavar as mãos sempre antes das refeições, após a ida à casa de banho e depois de assoar, tossir ou espirrar, sobretudo porque estamos num momento de pandemia, devido ao covid, o que torna ainda mais importante estes momentos. Isto não deve ser apenas incitado pelos professores, mas também pelos próprios pais. Nesta instituição existe um Modelo Pedagógico que abrange tanto a creche como o pré-escolar chamado Project Optimist que foi criado por Victor Garcia Hoz e tem como objetivo a estimulação rica e orientada; uma educação personalizada; o educador tem um papel muito diretivo; trabalham com as famílias tentando-as inserir ao máximo na dinâmica da escola e, ao longo do ano já têm as planificações realizadas de modo a que cada criança atinja os níveis máximos de desenvolvimento. "Este programa desenvolve a capacidade de autodomínio e inicia a formação do carácter da criança, promovendo a prática positiva de hábitos como a ordem, justiça, sinceridade, trabalho, generosidade, responsabilidade, obediência, etc., baseados numa matriz cristã de visão da vida e da sociedade"; "Promove o desenvolvimento da memória e a compreensão verbal, por meio de contos, poesias, canções, e jogos de linguagem. Previne dificuldades de aprendizagem ligadas à leitura e permite que cada criança, de acordo com o seu próprio ritmo, aprenda a ler e a escrever."; "Favorece o desenvolvimento do conhecimento lógico - matemático, através do manuseamento de objetos e explorando as relações que existem entre eles"; "O Programa Magic Dragon facilita a aprendizagem natural do Inglês, aproveitando o período mais sensível para a aquisição de uma segunda língua, com o mínimo de esforço, e procurando ativar as destrezas verbais e cognitivas.", "Estimula o desenvolvimento neuro motor, atuando na prevenção de problemas de leitura e escrita" "Despertam a curiosidade por tudo o que rodeia a criança, desenvolvendo nela a capacidade de observação e estimulando o gosto pelo conhecimento do meio ambiente"; "Potenciam e respeitam o ritmo de aprendizagem pessoal, ao mesmo tempo que desenvolvem competências ao nível do trabalho de equipa, do espírito de entreajuda e liderança."; "Favorecem o desenvolvimento da perceção auditiva e a sensibilidade estética. Facilitam a aprendizagem de idiomas, ampliando o registo de sons pela criança."; "Estimulam a inteligência da criança e desenvolvem a capacidade de atenção ativa e a memória, ampliando o vocabulário e os conhecimentos de cultura geral." (Colégio Mira Rio, n/d).
1.1.4. Plano das temáticas mensais
O colégio tem um tema que engloba todas as valências tanto do pré-escolar como 1º, 2º e 3º ciclo do Ensino Básico e secundário sendo este as Tradições de Portugal. Existe também cada mês uma temática que vai mudando, sendo as da sala dos 3 anos a seguinte:
- Outubro - Regresso às aulas sendo que nesta trabalham as rotinas, os materiais existentes na sala de aula, normas de convivência, conhecem o espaço, etc.
- Novembro - Outono onde fazem a caraterização do Outono, trabalham as alterações do clima, respeitar e conhecer a Natureza, etc.
- Dezembro - Natal/Inverno onde há um maior foco no Natal, conhecem as carateristicas do Inverno, hibernação (animais), as tradições, alimentos (caraterização), decorações, etc.
- Janeiro - 5 sentidos onde conhecem o corpo humano, os segmentos, elementos mais importantes do corpo humano, as articulações, as somas, os nºs ordinais, figuras geométricas (introdução do losango), relógio, etc.
- Fevereiro - Animais onde referem a caraterização e diferenciação entre animais domésticos e selvagens, diferenciação da alimentação, etc.
- Março - Meios de comunicação havendo uma identificação e caraterização dos mesmos, profissões ligadas aos meios de transporte, etc.
- Abril - Primavera onde abordam a constituição da planta, conservação da planta, ciclo das plantas, diferenciação entre árvores, arbustos e flores, etc.
- Maio - Alimentação referindo as suas características, origem, transformação, alimentação saudável, etc.
- Junho - Praia referindo as férias no campo, na cidade, falam sobre o Verão, destinos de férias, hábitos.
Ao longo de todos os meses vai sendo abordada a temática global do colégio, as tradições de Portugal e vão a educadora vai dando os números até chegar ao 60, sendo que todas as semanas, às terças e quintas é introduzido um número novo.
1.2. Caraterização do grupo e de cada criança
O grupo da sala dos 4 anos é constituído por crianças entre os 3 e os 5 anos sendo que quatro crianças têm três anos, vinte e uma crianças têm quatro anos e uma criança tem cinco anos sendo este um grupo heterogéneo (no entanto, a maioria das crianças fará os 4 anos até ao final do ano e algumas farão os 5 anos no final do mesmo). Este grupo é composto por 26 crianças das quais onze são do sexo masculino e quinze do sexo feminino. Em geral, neste grupo verifica-se uma grande concentração e empenho nas atividades propostas, assim como um grande respeito pelas regras da sala. Existe um bom relacionamento entre as crianças e a educadora e a auxiliar e entre o grupo em si. Este grupo é interessado, curioso, participativo, dinâmico a tudo o que diz respeito a novas situações de aprendizagem. Tem também uma grande facilidade de interação entre si. Pelo que fui observando, as crianças são bastante criativas e conseguem com facilidade contar uma história através de um livro e pedem-no diversas vezes. Segundo as Orientações Curriculares da Educação Pré-Escolar, o contacto das crianças com os livros é importante bem como a leitura dos mesmos por parte do educador para as crianças, e passo a citar Modo geral, as crianças do grupo são bem-educadas, meigas e simpáticas. Relativamente à assiduidade, não é um grupo assíduo, grande parte do grupo chega depois da 9h, indo chegando a meio dos bits da manhã que começam às 9h. A nível da motricidade fina, a maioria do grupo consegue utilizar, na hora da refeição, o garfo e a faca, de forma autónoma, assim como apertar e desapertar os casacos e as respetivas batas, no entanto, o grupo de três anos ainda manifesta algumas dificuldades, no entanto, vão pedindo sempre para fazerem as coisas sozinhas, segundo as OCEPE (1997, p.53, apud Lemos, 2015, p.17) esta prática favorece “a autonomia da criança e do grupo [que] assenta na aquisição do saber-fazer indispensável à sua independência e necessário a uma maior autonomia, enquanto oportunidade de escolha e responsabilização”. Nesta aquisição, “a criança no exercício da sua capacidade crescente de autonomia frequentemente afasta [o adulto] e simultaneamente, de um modo quase adesivo, requer [o adulto]” (Portugal ,1998, p.25 apud Lemos, 2015, p.17). Relativamente à utilização dos lápis, canetas, lápis de cera, etc. as crianças estão divididas por equipas das vogais sendo que o grupo da vogal A tem bastante facilidade. O grupo da vogal E tem as mesmas capacidades do grupo da vogal A.
o contacto com a escrita tem como instrumento fundamental o livro. É através dos livros que as crianças descobrem o prazer da leitura e desenvolvem a sensibilidade estética. As histórias lidas ou contadas pelo/a educador/a, recontadas e inventadas pelas crianças, de memória ou a partir de imagens, são um meio de abordar o texto narrativo que, para além de outras formas de exploração, noutros domínios de expressão, suscita o desejo de aprender a ler. O gosto e interesse pelo livro e pela palavra escrita iniciam-se na educação de infância (Silva, Marques, Mata & Rosa, 2016, p.66).
O grupo da vogal I demonstra algumas dificuldades sobretudo a nível da grafia e o grupo da vogal O tem muitas dificuldades ainda em pegar no lápis e muitas das vezes têm de ser ajudados sobretudo na hora da refeição (este grupo é constituído, maioritariamente, pelas crianças com três anos de idade). No que diz respeito à linguagem, as crianças são capazes de compreender aquilo que lhes é dito, uma vez que foram bem estimuladas nos anos anteriores, conseguem expressarem-se e darem a sua opinião mesmo quando esta não é pedida. Na caraterização de cada criança tive em consideração as suas capacidades e as suas dificuldades, de modo a caraterizar cada uma, individualmente, no entanto, apenas me baseei no que fui observando e que vai sendo alterado ao longo do estágio. Os nomes das crianças não se encontram por ordem alfabética e são fictícios. O João é uma criança que gosta muito de falar apesar de, como é uma das crianças mais novas no grupo, ainda faz muitas queixinhas, depois do almoço tem sono e pede colo, contudo já tem a coordenação motora bem desenvolvida (corre e anda sem grande dificuldade e sem desequilíbrios). Nos vários ateliers ainda tem algumas dificuldades, nomeadamente na motricidade fina, tem dificuldade ao passar por cima das letras e das linhas, em pegar no lápis em formato de pinça e a pintar ainda faz muitos riscos e está constantemente a dizer que está cansado de pintar (quando só pintou um bocadinho). Não consegue também cortar muito bem, tem algumas dificuldades no corte. Nos jogos de construção realiza os mesmo de forma rápida e lógica , gosta também de ler livros e de fazer puzzle e a área quem mais vai na sala é a área da casinha. Relativamente à linguagem fala e percebe tudo o que é dito não tendo dificuldade de compreensão. É uma criança que ainda não é muito autónoma e pede ajuda a vestir o bibe, apertar os botões e a calçar os sapatos. Na hora da refeição é bastante autónomo, comendo sozinho, e não gosta que lhe deem a comida à boca. Na relação com o grupo é muito comunicativo, dá-se bem com a maioria das crianças (apesar de chorar muitas vezes pois ainda não compreende bem quando não querem brincar ao mesmo que ele), participativa também em todas as atividades e brincadeiras realizadas. O Afonso é uma das criança mais velhas do grupo, gosta muito de falar, no entanto, ainda tem algumas dificuldades na fala e, por vezes, não se percebe muito bem o que diz. Já tem a coordenação motora bem desenvolvida (corre e anda sem grande dificuldade e sem desequilíbrios). Nos vários ateliers já tem bastante facilidade, tem a motricidade fina desenvolvida, passa as letras por cima, sabe pegar no lápis em formato de pinça, no entanto, quando está a colorir o desenho, ainda faz muitos riscos. Já sabe cortar razoavelmente e pegar na tesoura. Nos jogos de construção realiza os mesmo de forma rápida e lógica, gosta também de ler livros e de fazer puzzles. A área que mais costuma ir é para a área da garagem onde brinca com os amigos com os carros e faz construções. É uma criança autónoma, não necessita de ajuda a vestir o bibe, apertar os botões e a calçar os sapatos. Na hora da refeição é bastante autónomo, come sozinho, e não gosta que lhe deem a comida à boca sendo quase sempre um dos primeiros a acabar. Na relação com o grupo é muito comunicativo, dá-se bem com a maioria das crianças apesar de preferir o seu grupo de amigos rapazes com quem passa a maioria do tempo. É bastante participativo em todas as atividades e brincadeiras realizadas.
A Helena é uma das criança mais novas do grupo, no entanto, é a mais desenrascada, qualquer coisa que aconteça ela consegue passar por cima e resolver. Gosta muito de falar, no entanto, ainda tem algumas dificuldades na fala e, por vezes, não se percebe muito bem o que diz porque fala muito rápido e ainda não diz muito bem algumas palavras (vai frequentar um apoio). Já tem a coordenação motora bem desenvolvida (corre e anda sem grande dificuldade e sem desequilíbrios). Nos vários ateliers ainda tem algumas dificuldades, nomeadamente na motricidade fina, tem dificuldade em passar por cima das letras e das linhas, contudo já pega bem no lápis para colorir e pinta dentro das linhas. A Helena tem também algumas dificuldades no manuseamento da tesoura para cortar alguma imagem pedida e no raciocínio matemático. A área que mais vai na sala é a área da casinha ou para o atelier de expressão plástica para fazer desenhos quando possível. Relativamente à linguagem fala e percebe tudo o que é dito não tendo dificuldade de compreensão, contudo, quem a ouve tem algumas dificuldades, por vezes, em perceber o que está a ser dito. É uma criança que já é bastante autónoma, mas, por vezes ajudamos a vestir o bibe, apertar os botões. Os sapatos já calça sozinha. Na hora da refeição é bastante autónoma, come sozinha, mas por vezes pede para darmos a comida à boca. Pede também, por vezes, para lhe dar ao mão, abraços e colo. Na relação com o grupo é muito comunicativa, dá-se bem com a maioria das crianças, é bastante participativa respondendo a tudo o que é pedido e nas atividades e brincadeiras realizadas. O Salvador é uma criança tímida, não fala muito, só quando perguntado diretamente, no entanto, quando fala percebe-se o que é dito apesar de não saber expressar-se muito bem. Já tem a coordenação motora bem desenvolvida (corre e anda sem grande dificuldade e sem desequilíbrios). Nos vários ateliers ainda tem algumas dificuldades, nomeadamente no atelier da expressão plástica onde é necessário colorir desenhos, faz muitos riscos e pinta o desenho todo da mesma cor (no entanto consegue pintar dentro das linhas). Relativamente à motricidade fina, consegue passar por cima das letras e das linhas. No manuseamento da tesoura também existem bastantes dificuldades no corte e no raciocínio matemático. A área que mais vai na sala é a área da garagem. É uma criança que já é bastante autónoma, mas por vezes ajudamos a vestir o bibe, apertar os botões. Os sapatos já calça sozinho. Na hora da refeição é bastante autónomo, come sozinho. Na relação com o grupo fala por vezes, mas dá-se bem com os outros meninos. Em grupo não é muito participativo, apenas quando é pedido. A Fátima é uma criança tímida, não fala muito, só quando perguntado diretamente e mesmo assim costuma abanar apenas a cabeça, depois de muita insistência é que responde (falei com a educadora sobre a situação pelo que esta me disse que ela em casa fala muito, pois os pais gravaram vídeos e dizem que a criança dá todos os recados da educadora, na escola é que não fala muito). Já tem a coordenação motora bem desenvolvida (corre e anda sem grande dificuldade e sem desequilíbrios). Nos vários ateliers já tem bastante facilidade, tem a motricidade fina desenvolvida, passa as letras por cima, sabe pegar no lápis em formato de pinça, no entanto, quando está a colorir o desenho, ainda faz muitos riscos e carrega muito nos lápis. Já sabe cortar razoavelmente e pegar na tesoura. Na área da matemática tem ainda algumas dificuldades bem como em dizer o bits.
Gosta muito que eu lhe leia livros e de fazer e de fazer puzzles. A área que mais costuma ir é para a área dos livros. É uma criança autónoma, não necessita de ajuda a vestir o bibe, apertar os botões e a calçar os sapatos. A hora da refeição e a altura mais complicada para a Fátima pois não quer comer a comida, mesmo que a mesma seja dada à boca, sendo sempre e a última a sair da mesa. Não se relaciona muito com o grupo de crianças da sala, gosta mais de fazer as atividades sozinha. Quando existe momentos de grande grupo não é muito participativa, mesmo quando pedida a sua participação. A Constança é uma das criança que mais gosta de falar do grupo, dando sempre a sua opinião sobre tudo o que está a ser falado tem também um vocabulário extenso para a sua idade e relativamente ao restante grupo. Já tem a coordenação motora bem desenvolvida (corre e anda sem grande dificuldade e sem desequilíbrios). Nos vários ateliers já tem bastante facilidade, tem a motricidade fina desenvolvida, passa as letras por cima, sabe pegar no lápis em formato de pinça, e sabe colorir os desenhos sem passar das linhas para fora. Já sabe cortar razoavelmente e pegar na tesoura. Tem grande facilidade nas atividades que envolvem matemática. A área que mais costuma ir é para a área da casinha, no entanto, sempre que possível, prefere ir desenhar. É uma criança autónoma, não necessita de ajuda a vestir o bibe, apertar os botões e a calçar os sapatos. Na hora da refeição é bastante autónoma, come sozinha e não gosta que lhe deem a comida à boca, contudo é sempre das últimas pessoas a acabar pois fica a maioria do tempo na conversa sendo chamada à atenção diversas vezes. Na relação com o grupo é muito comunicativa, dá-se bem com todos os meninos da sala sem exceção. É também bastante participativa em todas as atividades e brincadeiras realizadas, sendo uma das pessoas que mais responde quando estão a ser feitos os bits. A Filipa é uma criança que não fala muito, só quando perguntado diretamente e, quando fala, percebe-se o que é dito. Já tem a coordenação motora bem desenvolvida (corre e anda sem grande dificuldade e sem desequilíbrios). Nos vários ateliers ainda tem algumas dificuldades, nomeadamente no atelier da expressão plástica onde é necessário colorir desenhos, faz muitos riscos e pinta fora das linhas. Relativamente à motricidade fina, consegue passar por cima das letras e das linhas. No manuseamento da tesoura também existem algumas dificuldades no corte e no raciocínio matemático. A área que mais vai na sala é a área da casinha. É uma criança que já é bastante autónoma, sabes vestir o bibe, apertar os botões e calçar os sapatos sozinha. Na hora da refeição é bastante autónoma, come sozinha e é sempre das primeiras a terminar a refeição. Na relação com o grupo dá-se bem com todos os meninos, mas não fala muito. Em grande grupo não é muito participativa, apenas quando é pedido.
O Sérgio é uma criança que gosta muito de falar e de imaginar várias situações. De uma imagem consegue imaginar e contar uma grande história. Já tem a coordenação motora bem desenvolvida (corre e anda sem grande dificuldade e sem desequilíbrios). Nos vários ateliers ainda tem algumas dificuldades, nomeadamente na motricidade fina, tem dificuldade ao passar por cima das letras e das linhas, em pegar no lápis em formato de pinça e a pintar ainda faz muitos riscos e é sempre um dos últimos a fazer os trabalhos pois tem algumas dificuldades. Não consegue também cortar muito bem, tem algumas dificuldades no corte. A área que mais vai na sala é a área da garagem, fazendo uma birra quando o mesmo não acontece. Relativamente à linguagem fala e percebe tudo o que é dito não tendo dificuldade de compreensão. É uma criança que ainda não é muito autónoma e pede ajuda a vestir o bibe, apertar os botões, mas já calça os sapatos sozinho. Na hora da refeição é bastante autónomo, comendo sozinho, contudo, é sempre das últimas crianças a terminar a refeição. Na relação com o grupo é muito comunicativo, dá-se bem com a maioria das, participa também em todas as atividades e brincadeiras realizadas e gosta sempre de dar a sua opinião.
O Dinis é uma criança que, desde que comecei o estágio ainda não foi muitas vezes, não consigo fazer a caraterização do mesmo. Apenas pude observar que quando vai é uma criança que gosta de brincar com os outros, sabe responder ao que é pedido, no entanto, no recreio, cria sempre alguma confusão com as outras crianças. Pude também observar que quando vai, gosta de brincar com os outros meninos na área da garagem. O Jorge é uma criança que, desde que comecei o estágio ainda não foi muitas vezes, não consigo fazer a caraterização do mesmo. Apenas pude observar que quando vai é uma criança que gosta de brincar com os outros, sabe responder ao que é pedido, gosta de desenhar e dá-se muito bem todos os meninos do grupo, andando muitas vezes com as meninas e indo com estas para a área da casinha. O Rodrigo é uma criança que, desde que comecei o estágio ainda não foi muitas vezes, não consigo fazer a caraterização do mesmo. Apenas pude observar que quando vai é uma criança que gosta de brincar com os outros, no entanto, na hora de almoço destabiliza quem está a comer com ele na medida em que está sempre na conversa, acabando por ficar para o fim. Não obedece muitas vezes ao que se pede. O Santiago é uma criança que, desde que comecei o estágio ainda não foi muitas vezes, não conseguindo fazer a caraterização do mesmo. Apenas pude observar que quando vai é uma criança que gosta de brincar com os outros. O David não foi muitas vezes à escola pelo que não consigo fazer a caraterização do mesmo. A Clara nunca foi à escola enquanto estive no estágio.
2- Perspetivas educacionais
As escolas têm como objetivo contribuir para a formação pessoal e social dos alu-nos, e para isso, deve haver uma articulação entre a escola e o meio envolvente de mo-do a resolver os problemas atuais da sociedade. Deste modo, a escola deve elaborar o seu Projeto Educativo para que trabalhe o que considera mais importante para o desen-volvimento das crianças. No Decreto-Lei nº 43/89 podemos observar: “A autonomia da escola concretiza-se na elaboração de um projeto educativo próprio, cons-tituído e executado de forma participada, dentro de princípios de responsabilização dos vá-rios intervenientes na vida escolar e de adequação a características e recursos da escola e às solicitações e apoios da comunidade em que se insere.” (decreto-lei n.º 43/89, de 3 de feve-reiro). O Projeto educativo da escola é um projeto de referência que orienta a ação da es-cola e dos professores. O projeto educativo é o “documento de carácter pedagógico que, elaborado com a participação da comunidade educativa, estabelece a identidade própria de cada escola através da adequação do quadro legal em vigor à sua situação concreta, apresenta o modelo geral de organização e os obje-tivos pretendidos pela instituição e, enquanto instrumento de gestão, é ponto de referência orientador na coerência e unidade da ação educativa (Costa, 1991, p.10 apud Costa, 2004, p.103). Segundo Carvalho e Diogo (2001, pp.51-52 apud Braz, 2012, p.26) o Projeto é um instrumento de “planificação da ação educativa” e de “construção da identidade pró-pria de cada estabelecimento de ensino”, que deve cumprir as seguintes funções:
- “Funcionar como ponto de referência para a gestão e tomada de decisão dos órgãos da escola e dos agentes educativos;
- Garantir a unidade de ação da escola nas suas variadas dimensões;
- Ser o ponto da contextualização curricular;
- Servir de base à harmonização dos professores dos mesmos alunos;
- Promover a congruência dos aspetos organizacionais e administrativos com o papel educativo da escola”. (Carvalho e Diogo (2001, pp. 51-52 apud Braz, 2012, p.26)
O local de estágio onde me encontro tem já definido, desde o início do ano, a temática global que irá ser trabalhada ao longo do mesmo, sendo este tema as tradições portuguesas. Cada mês há também uma temática na sala dos 4 anos como já referi no ponto 1.1.4. Tendo em conta a temática global do colégio e as temáticas mensais, dei ao meu projeto de intervenção pedagógica o nome de "A utilização dos cantinhos temáticos no recreio" pois pretendia trabalhar os 4 cantinhos que se encontram presentes na sala, "Atelier Criativo", "Atelier Científico", "Atelier da Matemática" e "Atelier da Linguagem". Devido a diversos problemas na sua implementação, acabei por mudar esse mesmo projeto para "A utilização de jogos para a aprendizagem nos 4 ateliers" uma vez que, a utilização de jogos é uma mais valia para o ensino.
2.1. Objetivos do projeto
Com este projeto existem várias áreas de conteúdo que pretendo desenvolver com as crianças, nomeadamente a Área da Formação Pessoal e Social, Área de Expressão e comunicação – Domínio da Educação Artística (Subdomínio das Artes Visuais; Sub-domínio da Música; Subdomínio da Dança) e Domínio da Linguagem Oral e Aborda-gem à Escrita. Os objetivos das atividades que pretendo realizar são: - Objetivo geral:
- Objetivos específicos:
2.2. Plano de atividades a desenvolver ao longo do estágio
Para o planeamento da intervenção foquei-me nos fundamentos e princípios subjacentes nas OCEPE e nas áreas do conteúdo neste documento implícitas. Tive também em consideração o que está previsto no projeto curricular de grupo e no plano anual de atividades da instituição pois temos de seguir estes documentos para a planificação do nosso projeto, de modo a que haja uma sequência lógica nas aprendizagens das crianças. O tema escolhido foi “À descoberta de Portugal” onde tentei incorporar todas as áreas do conhecimento com o objetivo de promover a valorização identidade e raízes nacionais, de modo a explorar o país nas várias vertentes: histórica (histórias da histó-ria de Portugal, o património histórico, símbolos do país – bandeira e hino), ambiental (a geografia e os animais) e cultural (lendas, a gastronomia, trajes, danças, música e instrumentos portugueses e jogos tradicionais). No anexo 4 coloquei a tabela em forma de grelha da planificação com o plano de atividades que pretendo desenvolver ao longo do estágio.
3. Estratégias de avaliação do projeto
Nos currículos de educação Pré-Escolar está integrado “os objetivos, conteúdos de aprendizagem e, em menor grau, processos de avaliação, são, todos eles, elementos que podem fazer parte de um currículo em Educação Pré-escolar, dependendo dos pressupostos de que partimos para o seu planeamento” (Gaspar, 1990, apud Fitas, 2012, p.22). A avaliação é central na educação pré-escolar e, segundo Zabalza (2000, p. 30 apud Fitas, 2012, p.22) a avaliação é “uma peça fundamental do trabalho dos bons profissionais da educação: é em todos os níveis do sistema educativo, e é também, como não podia deixar de ser, no caso da educação de infância”. A avaliação do projeto foi sendo realizada ao longo do mesmo, através de registos de observação e fotografias. No final do projeto será feito um balanço global das aprendizagens e de todo o trabalho desenvolvido. Este projeto terá a duração de 4 meses, e pode ser ajustado ao longo dos 4 meses, pois poderão surgir ideias mais interessantes e que sejam mais significativas para as crianças. Em suma, “avaliar consiste na recolha de informação necessária para tomar decisões sobre a prática. Assim, considera-se a avaliação como uma forma de conhecimento direcionado para a ação” esta definição encontra-se nas Orientações curriculares da Educação Pré-escolar e deve ser sempre tido em conta na altura de avaliar (Silva, Marques et al, 2016, p.15).
4. Estratégias de divulgação
Este projeto educativo “À descoberta de Portugal” estará fixado na porta da esco-la (caso seja possível) para consulta por parte dos pais, onde será referido tudo o que será abordado ao longo deste projeto. Se possível gostaria também de colocar o mesmo no site da instituição.
5. Referências Bibliográficas
Colégio Mira Rio (n/d). Projeto Educativo. Acedido a 1 de Dezembro de 2020 e retirado de https://www.colegiomirario.pt/pt/colegio/projeto-educativo. Colégio Mira Rio (n/d). Project Optimist. Acedido a 1 de Dezembro de 2020 e retirado de https://www.colegiomirario.pt/pt/oferta-educativa/pre-escolar Cordeiro, M. (2007). O Livro da Criança. Lisboa: A Esfera dos Livros. Decreto - Lei n.º 5/97 de 10 de Fevereiro Ferreira, M. (2018). A importância de aprender Ciências através de atividades experimentais em Educação Pré-escolar. Relatório final de prática supervisionada apresentado com vista à obtenção do grau de Mestre em Educação Pré-Escolar. Instituto Piaget. Acedido em 5 de Dezembro de 2020 e retirado de https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/28212/1/Maria%20Aldina%20Ferreira.pdf Freitas, A. (2017). Relatório Final - Motivar para Saber e Saber Ser. Relatório de Estágio do Mestrado em Ensino dos 1º e 2º Ciclos do Ensino Básico, apresentado ao Departamento de Educação da Escola Superior de Educação de Coimbra. Instituto Politécnico de Coimbra. Acedido em 5 de Dezembro de 2020 e retirado de https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/18455/1/ANAISA_FREITAS.pdf Hohmann, M. & Weikart, D. (2011). Educar a criança. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. Santos, M. (1994). A observação científica. Porto: Centro de Psicologia Social. Acedido em 8 de dezembro de 2020 e retirado de https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/54055/2/44387.pdf Silva, I., Marques, L., Mata, L., & Rosa, M. (2016). Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. Ministério da educação. Silva, M. (2015). O meio envolvente como um contributo para a ação pedagógica. Escola Superior de Educação de Lisboa. Acedido a 5 de Dezembro de 2020 e retirado de https://repositorio.ipl.pt/bitstream/10400.21/5626/1/Relat%c3%b3rio%20final%20PPS%20-%20Madalena%20Silva%202014073.pdf Garcia, J. (2011). Relatório de Estágio Profissional. Relatório apresentado para a obtenção do grau de Mestre em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Escola Superior de Educação João de Deus. Acedido a 8 de dezembro de 2020 e retirado de https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/2288/1/JoanaGarcia.pdf Lemos, A. (2015). Os momentos da refeição em Creche e Jardim-de-infância. Retirado de https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/10445/1/RELAT%C3%93RIO%20FINAL_Viviana%20Alcobia.pdf
Moufarda, C. (2014). A importância e o Impacto das rotinas na creche e no Jardim de Infância. Relatório de Prática Profissional Supervisionada. Retirado de https://repositorio.ipl.pt/bitstream/10400.21/4107/1/A%20import%C3%A2ncia%20e%20o%20impacto%20das%20rotinas%20na%20creche%20e%20no%20jardim%20de%20inf%C3%A2ncia.pdf Rodrigues, M. (2009). Portfolio: Estratégia Formativa e de Reflexão na Formação Inicial em Educação de Infância. Área de Especialização em Formação de Professores. Lisboa: Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação. Acedido em 1 de Dezembro de 2020 e retirado de https://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/2113/1/22158_ulfp034796_tm.pdf. Zabalza. M. (1992). Didática da Educação Infantil. Lisboa: Edições Asa.
6. Anexos
AnexO 1 - Músicas Estágio
AnexO 2 - Documentos Estágio
AnexO 3 - Entrevistas educadora
Anexo 4 - Fotografias Estágio