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Português - 11º ano

anaritaferreira7a06042004

Created on September 9, 2020

Aqui estão alguns dos meus apontamentos de português deste ano (Sermão de Santo António aos peixes - Padre António Vieira, entre outras obras), para vos ajudar nos estudos. Espero que gostem.

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Transcript

Português

Ana Rita da Silva Ferreira 11º ano

Sermão de Santo António aos peixes, Padre António Vieira

2. Visão global do sermão e estrutura argumentativa

3. Sermão de Santo António aos peixes

1. Contextualização histórico-literária

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5. Louvores aos peixes em geral - Capítulo II

4. Exórdio - Capítulo I

6. Louvores aos peixes em particular - Capítulo III

9. Despedida - Capítulo VI

8. Repreensões em particular aos peixes - Capítulo V

7. Repreensões em geral aos peixes - Capítulo IV

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1. Contextualização Histórico-Literária

Padre António vieira e a sua palavra

Datas e acontecimentos

Vieira - o observador crítico

Vieira o homem, o cidadão, o missionário

A Literatura

Vieira - o defensor dos índios

Sermão de Santo António aos peixes

Barroco

3. Sermão de Santo António aos peixes

Sermão - é um discurso ortório, uma pregação com intenções didáticas, morais ou mesmo políticas, baseado na palavra de Deus que pretende transmitir. O sermão tem como ponto de partida oAtravés de um discurso argumentativo, o pregador pretende convencer o seu auditório da verdade das suas palavras, pela semelhança com os textos bíblicos. Sem esquecer que segue os objetivos da eloquência.

conceito predicável.

Em contextoSermão de Santo António aos peixes foi pregado em São Luís do Maranhão (Brasil), em 1654, tr~es dias antes de Padre António Vieia partir para lisboa onde iria defender os direitos do indígenas, na sequência dos coflitos entre Jesuítas e colonos do Brasil, resultantes da exploração e da escravização dos índios. Sendo dia de Santo António (13 de junho), o orador inspirou-se no exemplo do santo, que pregara metaforicamente aos peixs por não ser ouvido pelos homens, na cidade de Arimino (Itália). Através de uma alegoria, dirige-se aos peixes para lhes censurar os vícios, contudo o seu público-alvo são os homens que efetivamente o escutam no Maranhão e cujas cosciências pretende despertar.

2. Visão global do sermão e estrutura argumentativa

Sermão - discurso sagrado, pregação com um fim moral que segue os objetivos da eloquência

Constituído por:

Efeméride

  • Exórdio

- Capítulo I (exposição do tema)

  • Exposição/Confirmação

Motivação

- Capítulo II (louvores em geral)

- Capítulo III (louvores em particular)

Vos estis sal terrae(conceito predicável)

- Capítulo IV (repreensões em geral)

- Capítulo V (repreensões em particular)

  • Peroração

Objetivos da eloquência

- Capítulo VI (conclusão - julgamento)

Linguagem e estilo

Intenção persuasiva e exemplaridade

Crítica social e alegoria

4. Exórdio - Capítulo I

Contextualização do sermão, apresentação do tema (corrupção na terra/defesa dos direitos dos indígenas brasileiros), partindo de um conceito predicável ("Vós sois o sal da terra").

Neste excerto, Vieira, já que os homens do Maranhão não o houvem, vai fazer como Santo Antonio e vai mudar o público para os peixes (ll. 62-63), pois no dia em que se celebra este santo o melhor que pregar acerca ele é pregar como ele (ll.51-52) mas sempre mantendo os seus ideais.Para isto, António Vieira, invoca "Dominas maris" - Senhora do mar (pois vai dirigir-se aos peixes) - para pedir para que o seu discurso seja adequado à matéria e ao público, que é pouco comum. As citações apresentadas conferem ao sermão veracidade e grande autoridade, visto que são utilizadas as próprias palavras de Deus.

"Vós estis sal terrae" - "Vós sois o sal da Terra"Naquela época utilizava-se o sal para conservar os alimentos, não os deixando deteriorar. Assim, também os pregadores ("sal") deveriam conservar as almas ("terra") e preservá-las da corrupção.

Alegoria do sal:

Termo concreto: "sal" - conservar impedir a corrupção - "terra"

Termo abstrato: "pregadores e a sua doutrina" - regenerar, purificar - "colonos do Maranhão"

Padre antónio Vieira utiliza perguntas retóricas para assegurar uma interação constante com o auditório, para que este esteja atento às suas palavras

7. Repreensões em geral aos peixes - Capítulo IV

Neste excerto, Padre António Vieira, fala sobre os vícios condenáveis: ictiofagia, cegueira e vaidade.

Nos dez primeiros prágrafos, que constituem o ponto alto deste sermão, aponta-se o terrível defeito que os peixes/homens têm de se comerem (explorarem) uns ao outros devido à sua cobiça destemida, o que provoca a sua crueldade, a sua maldade, a sua injustiça. Também se deixam enganar facilmente, movidos pela maldade.

Em termos gerais, os vícios dos peixes levam-nos à sua morte, quer por serem comidos uns pelos outros, quer por irem direitinhos ao perigo 8levados por um caminho perigoso).No último parágrafo, o orador tenta presuadir o auditório a mudar a sua conduta de antropafagia social (vício de se comerem uns aos outros), mostrando que os homens deixaem-se ir atrás de dois pedaços de pano, por vaidade, gastando nisso toda a sua vida. Aponta o exemplo de Santo António, o jovem nobre que deixou as "galas do mndo", trcando-as pela "sarja e pelo burel e a correia pela corda".

  • Os grandes comem os pequenos;
  • Andam sempre à procura de como se hão-de comer;
  • Comem-se os mortos (comem-nos os herdeiros, testamenteiros, a mulher, etc.);
  • Comem-se os vivos (o réucomem-no o carcereiro, ect.)

5. Louvores aos peixes em geral - Capítulo II

Neste excerto, Vieira, vai fazer referência novamente às obrigações do sal, indicar as virtudes dos peixes e criticar os homens.

Padre António Vieira, vai dividir o sermão em duas partes:

Padre António Vieira, enaltece os peixes, dizendo as suas qualidades e virtudes:

  • a primeira, os louvores das virtudes dos peixes;
  • a segunda, as repreensões dos vícios dos peixes.
  • Ouvem e não falam;
  • Foram os primeiro sseres que Deus criou;
  • São melhores que os homens;
  • Existem em maior número;
  • Revelam obediência;
  • Revelam respeito e devoção ao ouvirem a palavra de Deus;
  • Seu "retiro" e afastamento dos homens,
  • Não se deixam domesticar (vivem livres puros e longe dos homens, ao contrário dos indígenas que são escravos dos colonos).

Sendo que, a partir deste capítulo, todo o texto é uma alegoria, pois Vieira dirige-se aos peixes querendo atingir os homens do Maranhão.

Apesar das suas virtudes os peixes não podem ser convertidos, o que entristece Vieira, mas como ele já estava habituado a que o seu trabalho não desse frutos, preferiu pregar aos peixes.Para Vieira, os peixes estavam a ser mais racionais do que os homens, animais aos quais Deus deu esse dom. Assim, os peixes acabam por não ter a razão, mas usufruem dela.

Estas qualidades são, por antítese, os defeitos dos homens.

6. Louvores aos peixes em particular - Capítulo III

Neste excerto, Padre António Vieira, vai referir-se às qualidades de peixes que merecem ser louvados.

Torpedo

Peixe de Tobias

Rémora

Quatro olhos

No último parágrafo, o orador apela aos peixes no sentido de crescerem e se multiplicarem, porque são o sustento dos pobres.

8. Repreensões em particular aos peixes - Capítulo V

Neste excerto, Padre António Vieira, refere os vícios de peixes que devem ser censurados.

Voadores

Roncadores

Pegadores

Polvo

9. Despedida - Capítulo VI

Neste excerto, Padre António Vieira, apela:

  • À condição dos peixes, que é superior à dos outros animais
  • À condição dos peixes, que é superior à do pregdor Vieira
  • Aos ouvintes

Existe ainda um Hino de louvor no final

Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett

1. Contextualização histórico-literária

6. Louvores aos peixes em particular - Capítulo III

2. Visão global do sermão e estrutura argumentativa

7. Repreensões em geral aos peixes - Capítulo IV

3. Sermão de Santo António aos peixes

8. Repreensões em particular aos peixes - Capítulo V

4. Exórdio - Capítulo I

9. Despedida - Capítulo VI

5. Louvores aos peixes em geral - Capítulo II

1. Contextualização Histórico-Literária

A Literatura

Almeida Garrett e a sua época

Garrett - escritor, político, orador

Tragédia ou Drama?

“Memória ao Conservatório Real”, Frei Luís de Sousa

Romantismo

Romantismo

O Romantismo em Portugal surgiu num contexto de grande insegurança, devido às Invasões Francesas e à grande instabilidade política, económica e social. A ocupação napoleónica fez a Europa despertar para a necessidade de exaltação dos valores nacionais e para a busca da liberdade.

Alegoria do sal:

O Romantismo teve expressão não só na arte (poesia, teatro, pintura, escultura e música), como também na sociedade civil, dando eco aos ideais revolucionários burgueses, que advogavam uma maior intervenção do povo na vida política.

As primeiras manifestações literárias românticas deram-se em Inglaterra e na Alemanha. Só em pleno século XIX o Romantismo chega a França, Itália e Portugal.

Em Portugal, o contexto em que o Romantismo surgiu foi marcado por uma sucessão de acontecimentos que justificam o facto de este movimento estético-literário ter chegado ao nosso país mais tarde.

Através da exaltação dos valores populares e da cultura de raízes nacionais, a burguesia assume, no Romantismo, um estatuto privilegiado.

Romantismo em Portugal: principais acontecimentos

Como forma de se adaptar ao novo público, a geração de escritores românticos abandona a estética clássica, dando primazia a uma linguagem mais simples, clara e acessível, bem como a novos temas, mais do agrado os novos leitores/espetadores.

Principais características

Amor de perdição, Camilo Castelo Branco

1. Contextualização histórico-literária

2. Prefácio - 2ª edição

3. Introdução

5. Simão Botelho. Rebeldia e conflitualidade

4. A família de Simão Botelho

6. A mtamorfose de Simão

8. Uma trágica decisão

9. A perdiçãode Simão

7. A repressão de Teresa

10. O definhamento de Simão

11. Coclusão

1. Contextualização Histórico-Literária

O narrador

Camilo Castelo Branco

O estilo próprio de Camilo

Herói romântico

O êxito de Amor de Perdição

Amor de Perdição, crónica da mudança social

A tríade romântica

Estrutura da obra

Amor de Perdição, cujo subtítulo é Memórias de uma família, aponta para dois níveis de ação:

Assim, amor de Perdição possui uma estrutura sequencial, em gradação crescente, sem pausas (pelo menos significativas, como o que ocorre no capítulo VII, em que o narrador caracteriza a vida corrupta do Convento de Viseu) nem desvios, até ao ponto máximo do desenlace.

  • por um lado, serão narrados os factos trágicos da personagem principal, Simão Botelho, que podem ser resumidos na simbólica frase "Amou, perdeu-se e morreu amando";
  • por outro lado, apresenta-se, em tons memoralísticos, a geneologia da família Botelho.

Foi precisamente a história do seu tio que Camilo teve como missão contar, tal como podemos ver a partir da Introdução, na qual a figura de Simão é fulcral em termos de desenvolvimento narrativo: Amou (1ª parte) / Perdeu-se (2ª parte) / Morreu amando (3ª parte).

1. Contextualização Histórico-Literária

O narrador

Camilo Castelo Branco

O estilo próprio de Camilo

Herói romântico

O êxito de Amor de Perdição

Amor de Perdição, crónica da mudança social

A tríade romântica