Há um Portugal árabe e que belo que é…
De nome “al-Andalus”, a Península Ibérica foi, outrora, povoada e governada por vários povos, que se cruzaram entre si, misturando culturas, costumes e conhecimentos, influenciado aquela que, atualmente, é um dos ex-libris de Portugal, a arquitetura. O Castelo de Silves, o Palácio Nacional de Sintra e a Igreja Matriz de Mértola são algumas das heranças deixadas por todas aquelas gerações. Grande parte do território da atual Península Ibérica era dominada pelos visigodos. Após a morte do rei Vitiza, em 710, Rodrigo foi eleito o último rei visigodo da Hispânia. No ano de 711, várias tropas oriundas do norte de África cruzaram o estreito de Gibraltar e venceram Rodrigo, na batalha de Guadalete. (...)
De nome “al-Andalus”, a Península Ibérica foi, outrora, povoada e governada por vários povos, (...) misturando culturas, costumes e conhecimentos, influenciando aquela que, atualmente, é um dos ex-libris de Portugal, a arquitetura. O Castelo de Silves, o Palácio Nacional de Sintra e a Igreja Matriz de Mértola são algumas das heranças deixadas por todas aquelas gerações. O começo Grande parte do território da atual Península Ibérica era dominada pelos visigodos...
Origem da Península Ibérica
Após a morte do rei Vitiza, em 710, Rodrigo foi eleito o último rei visigodo da Hispânia. No ano de 711, várias tropas oriundas do norte de África cruzaram o estreito de Gibraltar e venceram Rodrigo, na batalha de Guadalete. (...)
Nos séculos seguintes, os muçulmanos foram alargando as suas conquistas na península, apoderando-se do território a que chamaram “al-Andalus”, e que governaram durante quase oitocentos anos.
A partir daí, os muçulmanos foram ampliando as suas conquistas territoriais e, em consequência do domínio territorial e militar, veio também a influência cultural.
A invasão dos mouros fez misturar povos com culturas distintas, dando origem uma sociedade muito heterogénea. Após oitocentos anos de tentativas de reconquista (...) os reis católicos, Fernando e Isabel, expulsaram definitivamente os muçulmanos e o Estado da Espanha foi unificado, em 1492.
A herança árabe
Apesar de expulsos, os vestígios materiais da longa permanência muçulmana ficam aquém das expectativas, principalmente porque a política cristã de reconquista foi a de “terra arrasada”. Cada localidade retomada aos árabes era destruída e os objetos e construções eram queimados em fogueiras que ardiam durante dias. Mas restaram alguns elementos que atestam este período da vida portuguesa, principalmente nas muralhas e castelos, bem como no traçado de ruelas e becos de algumas cidades do sul do país. (...)
Para saber mais :
Influência na Língua Portuguesa
Quase todos os arabismos começam por al- (artigo definido invariável em árabe), por vezes com o “L” assimilado à consoante inicial do substantivo árabe (arrabalde, Arrábida, arrais), havendo frequentemente posterior simplificação (açorda, açúcar, ataúde, azougue). Também são arabismos os nomes dos rios e de terras começados por Guad- (ou Od-), que em árabe quer dizer precisamente “rio”, tais como Guadiana (ou Odiana, antigo), Odemira, Odiáxere, Odeceixe, Odeleite, Guadalete, Guadalaxara, Guadalquivir, etc. Vários outros topónimos sofreram alterações fonéticas ao passar pelo cadinho árabe, como Lisboa (Olisipone), Tejo (Tagus), Beja (Pax Julia), etc.
Para saber mais :
Influência árabe na Gastronomia
Se dermos uma vista de olhos sobre a gastronomia portuguesa, imediatamente identificamos produtos e práticas de cozinha com uma pitada de cultura árabe. A cozinha árabe é a mais perfeita alquimia cultural. As semelhanças permitem concluir que a este tipo de cozinha foi a verdadeira matriz da cozinha alentejana. Quase todas as receitas tradicionais do Alentejo têm fortes e diretas influências da cozinha árabe, subtraindo todas as que estão diretamente ligadas ao consumo do porco:
A açorda
Os bolinhos de amêndoas
O ensopado de borrego
Hora de testar os conhecimentos !
QCM : " Há um Portugal árabe e que belo que é!"
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Ponto gramatical
Fonte do texto : Mundo Português, https://www.mundoportugues.pt/63998/
Fim
Ponto gramatical Observe as frases : "De nome “al-Andalus”, a Península Ibérica foi povoada e governada por vários povos." "Antes, o território foi dominado pelos visigodos". "O bolinho de amêndoa é conhecido no Algrave." Essas frases estão na voz passiva. Numa frase em voz activa, o sujeito é agente responsável pela acção expressa pelo verbo. Exemplo : Vários povos governaram a Península Ibérica". Na voz passiva, o sujeito sofre a acção expressa pelo verbo. Exemplo: "(...) a Península Ibérica foi povoada e governada por vários povos." Formação da voz passiva : Verbo SER + particípio passado do verbo principal (terminações regulares: verbos AR = ado(a) / verbos ER e IR = ido(a))
Há um Portugal árabe e que belo que é!
jaque.nikiforos
Created on March 23, 2020
Texto interativo sobre a presença árabe e muçulmana em Portugal.
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Há um Portugal árabe e que belo que é…
De nome “al-Andalus”, a Península Ibérica foi, outrora, povoada e governada por vários povos, que se cruzaram entre si, misturando culturas, costumes e conhecimentos, influenciado aquela que, atualmente, é um dos ex-libris de Portugal, a arquitetura. O Castelo de Silves, o Palácio Nacional de Sintra e a Igreja Matriz de Mértola são algumas das heranças deixadas por todas aquelas gerações. Grande parte do território da atual Península Ibérica era dominada pelos visigodos. Após a morte do rei Vitiza, em 710, Rodrigo foi eleito o último rei visigodo da Hispânia. No ano de 711, várias tropas oriundas do norte de África cruzaram o estreito de Gibraltar e venceram Rodrigo, na batalha de Guadalete. (...)
De nome “al-Andalus”, a Península Ibérica foi, outrora, povoada e governada por vários povos, (...) misturando culturas, costumes e conhecimentos, influenciando aquela que, atualmente, é um dos ex-libris de Portugal, a arquitetura. O Castelo de Silves, o Palácio Nacional de Sintra e a Igreja Matriz de Mértola são algumas das heranças deixadas por todas aquelas gerações. O começo Grande parte do território da atual Península Ibérica era dominada pelos visigodos...
Origem da Península Ibérica
Após a morte do rei Vitiza, em 710, Rodrigo foi eleito o último rei visigodo da Hispânia. No ano de 711, várias tropas oriundas do norte de África cruzaram o estreito de Gibraltar e venceram Rodrigo, na batalha de Guadalete. (...)
Nos séculos seguintes, os muçulmanos foram alargando as suas conquistas na península, apoderando-se do território a que chamaram “al-Andalus”, e que governaram durante quase oitocentos anos.
A partir daí, os muçulmanos foram ampliando as suas conquistas territoriais e, em consequência do domínio territorial e militar, veio também a influência cultural. A invasão dos mouros fez misturar povos com culturas distintas, dando origem uma sociedade muito heterogénea. Após oitocentos anos de tentativas de reconquista (...) os reis católicos, Fernando e Isabel, expulsaram definitivamente os muçulmanos e o Estado da Espanha foi unificado, em 1492.
A herança árabe
Apesar de expulsos, os vestígios materiais da longa permanência muçulmana ficam aquém das expectativas, principalmente porque a política cristã de reconquista foi a de “terra arrasada”. Cada localidade retomada aos árabes era destruída e os objetos e construções eram queimados em fogueiras que ardiam durante dias. Mas restaram alguns elementos que atestam este período da vida portuguesa, principalmente nas muralhas e castelos, bem como no traçado de ruelas e becos de algumas cidades do sul do país. (...)
Para saber mais :
Influência na Língua Portuguesa
Quase todos os arabismos começam por al- (artigo definido invariável em árabe), por vezes com o “L” assimilado à consoante inicial do substantivo árabe (arrabalde, Arrábida, arrais), havendo frequentemente posterior simplificação (açorda, açúcar, ataúde, azougue). Também são arabismos os nomes dos rios e de terras começados por Guad- (ou Od-), que em árabe quer dizer precisamente “rio”, tais como Guadiana (ou Odiana, antigo), Odemira, Odiáxere, Odeceixe, Odeleite, Guadalete, Guadalaxara, Guadalquivir, etc. Vários outros topónimos sofreram alterações fonéticas ao passar pelo cadinho árabe, como Lisboa (Olisipone), Tejo (Tagus), Beja (Pax Julia), etc.
Para saber mais :
Influência árabe na Gastronomia
Se dermos uma vista de olhos sobre a gastronomia portuguesa, imediatamente identificamos produtos e práticas de cozinha com uma pitada de cultura árabe. A cozinha árabe é a mais perfeita alquimia cultural. As semelhanças permitem concluir que a este tipo de cozinha foi a verdadeira matriz da cozinha alentejana. Quase todas as receitas tradicionais do Alentejo têm fortes e diretas influências da cozinha árabe, subtraindo todas as que estão diretamente ligadas ao consumo do porco:
A açorda
Os bolinhos de amêndoas
O ensopado de borrego
Hora de testar os conhecimentos !
QCM : " Há um Portugal árabe e que belo que é!"
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Ponto gramatical
Fonte do texto : Mundo Português, https://www.mundoportugues.pt/63998/
Fim
Ponto gramatical Observe as frases : "De nome “al-Andalus”, a Península Ibérica foi povoada e governada por vários povos." "Antes, o território foi dominado pelos visigodos". "O bolinho de amêndoa é conhecido no Algrave." Essas frases estão na voz passiva. Numa frase em voz activa, o sujeito é agente responsável pela acção expressa pelo verbo. Exemplo : Vários povos governaram a Península Ibérica". Na voz passiva, o sujeito sofre a acção expressa pelo verbo. Exemplo: "(...) a Península Ibérica foi povoada e governada por vários povos." Formação da voz passiva : Verbo SER + particípio passado do verbo principal (terminações regulares: verbos AR = ado(a) / verbos ER e IR = ido(a))